sexta-feira, 6 de julho de 2012

TEORIA - LE 455


RESUMO TEÓRICO DO SONAMBULISMO, DO EXTASE E DA DUPLA VISTA


Os fenômenos do sonambulismo natural se produzem espontaneamente e independem de qualquer causa exterior conhecida. Mas, em certas pessoas dotadas de especial organização, podem ser provocados artificialmente, pela ação do agente magnético. O estado que se designa pelo nome de sonambulismo magnético apenas difere do sonambulismo natural em que um é provocado, enquanto o outro é espontâneo.
O sonambulismo natural constitui fato notório, que ninguém mais se lembra de por em dúvida, não obstante o aspecto maravilhoso dos fenômenos a que dá lugar. Por que seria então mais extraordinário ou irracional o sonambulismo magnético? Apenas por produzir-se artificialmente, como tantas outras coisas? Os charlatães o exploram, dizem. Razão de mais para que não lhes seja deixado nas mãos. Quando a Ciência se houver apropriado dele, muito menos crédito terão os charlatães junto às massas populares. Enquanto isso não se verifica, como o sonambulismo natural ou artificial é um fato, e como contra fatos não há raciocínio possível, vai ele ganhando terreno, apesar da má-vontade de alguns, no seio da própria Ciência, onde penetra por uma imensidade de portinhas, em vez de entrar pela porta larga. Quando lá estiver totalmente, terão que lhe conceder direito de cidade.
Para o Espiritismo, o sonambulismo é mais do que um fenômeno psicológico, é uma luz projetada sobre a psicologia. É aí que se pode estudar a alma, porque é onde esta se mostra a descoberto. Ora, um dos fenômenos que a caracterizam é o da clarividência independente dos órgãos ordinários da vista. Fundam-se os que contestam este fato em que o sonâmbulo nem sempre vê, e à vontade do experimentador, como com os olhos. Será de admirar que difiram os efeitos, quando diferentes são os meios? Será racional que se pretenda obter os mesmos efeitos, quando há e quando não há o instrumento? A alma tem suas propriedades, como os olhos têm as suas. Cumpre julgá-las em si mesmas e não por analogia.
De uma causa única se originam a clarividência do sonâmbulo magnético e a do sonâmbulo natural. É um atributo da alma, uma faculdade inerente a todas as partes do ser incorpóreo que existe em nós e cujos limites não são outros senão os assinados à própria alma. O sonâmbulo vê em todos os lugares aonde sua alma possa transportar-se, qualquer que seja a longitude.
No caso de visão a distância, o sonâmbulo não vê as coisas de onde está o seu corpo, como por meio de um telescópio. Vê-as presentes, como se se achasse no lugar onde elas existem, porque sua alma, em realidade, lá está. Por isso é que seu corpo fica como que aniquilado e privado de sensação, até que a alma volte a habitá-lo novamente. Essa separação parcial da alma e do corpo constitui um estado anormal, suscetível de duração mais ou menos longa, porém não indefinida. Daí a fadiga que o corpo experimenta após certo tempo, mormente quando aquela se entrega a um trabalho ativo.
A vista da alma ou do Espírito não é circunscrita e não tem sede determinada. Eis por que os sonâmbulos não lhe podem marcar órgão especial. Vêem porque vêem, sem saberem o motivo nem o modo, uma vez que, para eles, na condição de Espíritos, a vista carece de foco próprio. Se se reportam ao corpo, esse foco lhes parece estar nos centros onde maior é a atividade vital, principalmente no cérebro, na região do epigástrio, ou no órgão que considerem o ponto de ligação mais forte entre o Espírito e o corpo.
O poder da lucidez sonambúlica não é ilimitado. O Espírito, mesmo quando completamente livre, tem restringidos seus conhecimentos e faculdades conforme ao grau de perfeição que haja alcançado. Ainda mais restringidos os tem quando ligado à matéria, a cuja influência está sujeito. É o que motiva não ser universal, nem infalível, a clarividência sonambúlica. E tanto menos se pode contar com a sua infalibilidade, quanto mais desviada seja do fim visado pela Natureza e transformada em objeto de curiosidade e de experimentação.
No estado de desprendimento em que fica colocado, o Espírito do sonâmbulo entra em comunicação mais fácil com os outros Espíritos encarnados, ou não encarnados, comunicação que se estabelece pelo contacto dos fluidos, que compõem os perispíritos e servem de transmissão ao pensamento, como o fio elétrico. O sonâmbulo não precisa, portanto, que se lhe exprimam os pensamentos por meio da palavra articulada. Ele os sente e adivinha. É o que o torna eminentemente impressionável e sujeito às influências da atmosfera moral que o envolva. Essa também a razão por que uma assistência muito numerosa e a presença de curiosos mais ou menos malevolentes lhe prejudicam de modo essencial o desenvolvimento das faculdades que, por assim dizer, se contraem, só se desdobrando com toda a liberdade num meio íntimo ou simpático. A presença de pessoas mal-intencionadas ou antipáticas lhe produz efeito idêntico ao do contacto da mão na sensitiva.
O sonâmbulo vê ao mesmo tempo o seu próprio Espírito e o seu corpo, os quais constituem, por assim dizer, dois seres que lhe representam a dupla existência corpórea e espiritual, existências que, entretanto, se confundem, mediante os laços que as unem. Nem sempre o sonâmbulo se apercebe de tal situação e essa dualidade faz que muitas vezes fale de si, como se falasse de outra pessoa. É que ora é o ser corpóreo que fala ao ser espiritual, ora é este que fala àquele.
Em cada uma de suas existências corporais, o Espírito adquire um acréscimo de conhecimentos e de experiência. Esquece-os parcialmente, quando encarnado em matéria por demais grosseira, porém deles se recorda como Espírito. Assim é que certos sonâmbulos revelam conhecimentos acima do grau da instrução que possuem e mesmo superiores às suas aparentes capacidades intelectuais. Portanto, da inferioridade intelectual e científica do sonâmbulo, quando desperto, nada se pode inferir com relação aos conhecimentos que porventura revele no estado de lucidez. Conforme as circunstâncias e o fim que se tenha em vista, ele os pode haurir da sua própria experiência, da sua clarividência relativa às coisas presentes, ou dos conselhos que receba de outros Espíritos. Mas, podendo o seu próprio Espírito ser mais ou menos adiantado, possível lhe é dizer coisas mais ou menos certas.
Pelos fenômenos do sonambulismo, quer natural, quer magnético, a Providência nos dá a prova irrecusável da existência e da independência da alma e nos faz assistir ao sublime espetáculo da sua emancipação. Abre-nos dessa maneira, o livro do nosso destino. Quando o sonâmbulo descreve o que se passa a distância, é evidente que vê, mas não com os olhos do corpo. Vê-se a si mesmo e se sente transportado ao lugar onde vê o que descreve. Lá se acha, pois, alguma coisa dele e, não podendo essa alguma coisa ser o seu corpo, necessariamente é sua alma, ou Espírito. Enquanto o homem se perde nas sutilezas de uma metafísica abstrata e ininteligível, em busca das causas da nossa existência moral, Deus cotidianamente nos põe sob os olhos e ao alcance da mão os mais simples e patentes meios de estudarmos a psicologia experimental.
O êxtase é o estado em que a independência da alma, com relação ao corpo, se manifesta de modo mais sensível e se torna, de certa forma, palpável. No sonho e no sonambulismo, o Espírito anda em giro pelos mundos terrestres. No êxtase, penetra em um mundo desconhecido, o dos Espíritos etéreos, com os quais entra em comunicação, sem que, todavia, lhe seja lícito ultrapassar certos limites, porque, se os transpusesse totalmente se partiriam os laços que o prendem ao corpo. Cerca-o então resplendente e desusado fulgor, inebriam-no harmonias que na Terra se desconhece, indefinível bem-estar o invade: goza antecipadamente da beatitude celeste e bem se pode dizer que pousa um pé no limiar da eternidade.
No estado de êxtase, o aniquilamento do corpo é quase completo. Fica-lhe somente, pode-se dizer a vida orgânica. Sente-se que a alma se lhe acha presa unicamente por um fio, que mais um pequenino esforço quebraria sem remissão. Nesse estado, desaparecem todos os pensamentos terrestres, cedendo lugar ao sentimento apurado, que constitui a essência mesma do nosso ser imaterial. Inteiramente entregue a tão sublime contemplação, o extático encara a vida apenas como paragem momentânea. Considera os bens e os males, as alegrias grosseiras e as misérias deste mundo quais incidentes fúteis de uma viagem, cujo termo tem a dita de avistar.
Dá-se com os extáticos o que se dá com os sonâmbulos: mais ou menos perfeita podem ter a lucidez e o Espírito mais ou menos apto a conhecer e compreender as coisas, conforme seja mais ou menos elevado. Muitas vezes, porém, há neles mais excitação do que verdadeira lucidez, ou, melhor, muitas vezes a exaltação lhes prejudica a lucidez. Daí o serem, freqüentemente, suas revelações um misto de verdades e erros, de coisas grandiosas
e coisas absurdas, até ridículas. Dessa exaltação, que é sempre uma causa de fraqueza, quando o indivíduo não sabe reprimi-la, Espíritos inferiores costumam aproveitar-se para dominar o extático, tomando, com tal intuito, aos seus olhos, aparências que mais o aferram às idéias que nutre no estado de vigília. Há nisso um escolho, mas nem todos são assim. Cabe-nos tudo julgar friamente e pesar-lhes as revelações na balança da razão.
A emancipação da alma se verifica às vezes no estado de vigília e produz o fenômeno conhecido pelo nome de segunda vista ou dupla vista, que é a faculdade graças à qual quem a possui vê, ouve e sente além dos limites dos sentidos humanos. Percebe o que exista até onde estende a alma a sua ação. Vê, por assim dizer, através da vista ordinária, e como por uma espécie de miragem.
No momento em que o fenômeno da segunda vista se produz, o estado físico do indivíduo se acha sensivelmente modificado. O olhar apresenta alguma coisa de vago. Ele olha sem ver. Toda a sua fisionomia reflete uma como exaltação. Nota-se que os órgãos visuais se conservam alheios ao fenômeno, pelo fato de a visão persistir, mau grado à oclusão dos olhos.
Aos dotados desta faculdade ela se afigura tão natural, como a que todos temos de ver. Consideram-na um atributo de seus próprios seres, que em nada lhes parecem excepcionais. De ordinário, o esquecimento se segue a essa lucidez passageira, cuja lembrança, tornando-se cada vez mais vaga, acaba por desaparecer, como a de um sonho. O poder da vista dupla varia, indo desde a sensação confusa até a percepção clara e nítida das coisas presentes ou ausentes. Quando rudimentar, confere a certas pessoas o tato, a perspicácia, uma certa segurança nos atos, a que se pode dar o qualificativo de precisão de golpe de vista moral. Um pouco desenvolvida, desperta os pressentimentos. Mais desenvolvida mostra os acontecimentos que deram ou estão para dar-se.
O sonambulismo natural e artificial, o êxtase e a dupla vista são efeitos vários, ou de modalidades diversas, de uma mesma causa. Esses fenômenos, como os sonhos, estão na ordem da Natureza. Tal a razão por que hão existido em todos os tempos. A História mostra que foram sempre conhecidos e até explorados desde a mais remota antigüidade e neles se nos depara a explicação de uma imensidade de fatos que os preconceitos fizeram fossem tidos por sobrenaturais.





terça-feira, 3 de julho de 2012

TEORIA - SONAMBULISMO - LE 425 - 439


Falar dos variados dons da alma não é fácil, pois ela é um mundo cheio de segredos, onde existe um imenso campo para ser estudado.
Sonho e sonambulismo têm muita relação; um é mais leve, outro mais profundo, mas, todos os dois são estados sérios que nos levam a pensar. O sonambulismo é um sonho mais profundo e, de certa forma, mais real, onde o Espírito se mostra livre, desarticulando o corpo nos seus impedimentos à visão da alma.
No estado sonambúlico, o Espírito se isola do corpo por meio da sua forte vontade e maturidade espiritual. Ele, pela ciência do pensar, retarda a circulação da força vital, como que a coagulando, sem perda para a sua volta ao corpo, o que, quando se dá, é na plenitude do silêncio. Não existe violência nessas operações. (web)

As citações enunciadas em Lucas e nos Atos dos Apóstolos, atestam o estado de adormecimento lúcido em que os sonâmbulos estagiavam:
  • Lc. 8:52 –  Todos choravam e lamentavam. Mas Jesus disse: “Não choreis. Ela não está morta, mas dorme”. (XXR)
  • At.9:40 – Pedro mandou todo o mundo sair. Em seguida, pôs-se de joelhos, a orar. Depois, voltou-se para a morta e disse: “Tabita, levanta-te!”. Ela abriu os olhos, viu Pedro e sentou-se. (XXR)
  • Já em II Coríntios, Paulo de Tarso nos afiança das possibilidades da viagem astral do “sujeito” às camadas vibracionais eterizadas:
  • II Cor.12:2 / 12:4 – Conheço um homem, em Cristo, que, há quatorze anos foi arrebatado até ao terceiro céu – se com corpo ou sem o corpo, não sei, Deus sabe. Sei que esse homem – se com o corpo ou sem o corpo, não sei, Deus sabe – foi arrebatado ao paraíso e lá ouviu palavras inefáveis, que homem nenhum é capaz de falar. (XXR)
  • Allan Kardec, no Livro dos Espíritos abre novos horizontes sobre a questão com estas perguntas:
  •    Perg. 425: - O sonambulismo natural tem relação com os sonhos? Como se pode explicá-lo? (XXV)
É um estado de independência da alma, mais completo que o do sonho, e então as faculdades adquirem maior desenvolvimento. A alma tem percepções que não atinge no sonho, que é um estado de sonambulismo imperfeito.
No sonambulismo, o Espírito está na posse total de si mesmo; os órgãos materiais, estando de qualquer forma em catalepsia, não recebem mais as impressões exteriores. Esse estado se manifesta, sobretudo durante o sono; é o momento em que o Espírito pode deixar provisoriamente o corpo, que se acha entregue ao repouso indispensável à matéria. Quando se produzem os fatos do sonambulismo, é que o Espírito, preocupado com uma coisa ou outra, se entrega a alguma ação que exige o uso do seu corpo, do qual se serve como se empregasse uma mesa ou qualquer outro objeto material, nos fenômenos de manifestação física, ou mesmo da vossa mão, naquele das comunicações escritas. Nos sonhos de que se tem consciência, recebem imperfeitamente as impressões produzidas pelos objetos ou as causas exteriores, e as comunicam ao Espírito que, também se encontrando em repouso não percebe nenhuma razão de serem aparentes misturadas que estão de vagas recordações, seja desta existência, seja de existências anteriores. É, portanto fácil compreender porque os sonâmbulos não se lembram de nada e porque os sonhos de que se conserva a lembrança, na maioria das vezes não tem sentido. Digo na maioria das vezes, porque acontece também serem eles a conseqüência de uma lembrança precisa de acontecimentos de uma vida anterior, e algumas vezes, mesmo uma espécie de intuição do futuro.
A experiência mostra que os sonâmbulos recebem também comunicações de outros Espíritos, que lhes transmitem o que eles devem dizer e suprem a sua insuficiência.


·         – Perg. 439 – Qual a diferença entre o êxtase e o sonambulismo?
O êxtase é um sonambulismo mais apurado; a alma do extático é ainda mais independente. (XXV)

O êxtase é o Espírito com os seus plenos poderes, em comunicação direta com o mundo espiritual.
O estado de êxtase, que podemos chamar de auto-sonambulismo, é quando o Espírito toma-se livre, com as suas faculdades aguçadas, vendo e ouvindo o que a sua mente mais profunda determinar. Às vezes alcança com sua visão a audição onde os aparelhos não conseguem.
Os santos aprimoram suas faculdades, a história é testemunha. Não foi ganhando-as de alguém que eles as conquistaram. Foram, na realidade, passo a passo, subindo os caminhos dos calvários, sofrendo todas as agruras do tempo, todas as investidas dos problemas, todas as injúrias, para ascenderem livres das trevas do mundo, onde a ignorância domina. A humanidade está abeirando a maturidade espiritual. Compete a todos observarem o chamado, e a escolha da própria natureza e acompanhar Jesus onde Ele achar mais conveniente, dar as mãos ao Senhor nas lutas que poderão surgir por fora e por dentro, para que nasça nos corações o Cristo interno, força capaz de nos levar à felicidade.
Se quisermos aperfeiçoar as nossas faculdades, de sonambulismo, de êxtase e outras mais que poderão surgir em nossos caminhos, não nos esqueçamos do entendimento. Não devemos fazer-nos esquecidos do amor e da caridade, que são portas que nos mostram a vida em outras dimensões. Aí, adquiriremos a certeza absoluta da paz interna e das leis universais que nos garantem a tranqüilidade imperturbável no coração.



·           A consciência do ser possui a capacidade de fixar-se nos diferentes planos. Como, de modo geral, está acostumada a permanecer no físico, considera-se apenas um “corpo” com sensações, emoções e pensamentos; mas de tudo, a parte principal é o corpo físico. Ocorre, por vezes, todavia, que a criatura possui a capacidade de fixar sua consciência no corpo astral. E quando isso acontece, passa a perceber o que se passa nesse plano, mesmo enquanto encarnada. Quer nos comuns desprendimentos nas horas de sono quer voluntariamente desperta consegue ter consciência do corpo astral, chegando mesmo a levá-lo, pelo pensamento a lugares afastados do corpo físico. É o que alguns chamam “desprendimento” e outros “viagem astral” ou “projeção” do corpo astral. Por vezes tornam-se até visíveis a outras criaturas, em lugares distantes. Quando se dá esse fato, isso significa que o corpo astral dessa criatura adquiriu facilidade em desprender-se do físico, ou seja, em retirar do envoltório denso, a forma mais sutil como se descalçasse uma luva. No entanto, preso ao físico permanece3 o duplo etérico, transmissor da vida sustentando-lhe as funções subconscientes da respiração, digestão, circulação, etc. O corpo astral que se retira, permanece ligado ao físico (ou etérico) por um “cordão” fluídico ductilíssimo, cinzento-prateado à luz do dia, e com luminosidade opalescente na escuridão da noite. Pode adaptar a qualquer comprimento, não se desligando mesmo quanto às distâncias são incalculáveis (CXC 90 / 91).
  •    No sonambulismo, o Espírito está na posse total de si mesmo; os órgãos materiais, estando de qualquer forma em catalepsia, não recebem mais as impressões exteriores. É um estado de independência da alma, mais completo que o do sonho, e então as faculdades adquirem maior desenvolvimento. A alma tem percepções que não atinge no sonho, que é um estado de sonambulismo imperfeito. (XXV)
  •    O fenômeno do sonambulismo natural se produz espontaneamente e independem de qualquer causa exterior conhecida; mas, entre algumas pessoas, dotadas de organização especial podem ser provocadas artificialmente, pela ação do agente magnético (XXV 212 / 16).
  •    O sonambulismo magnético é a mesma coisa que o sonambulismo natural, com a diferença de ser provocado. (XXV)
  •    Sonambulismo magnético ou artificial é aquele que é provocado pela ação que uma pessoa exerce em outra por meio do fluido magnético que derrama nesta. (XHR 40)
  •    O médium em concentração, principalmente os que são de desdobramento, sonambúlicos, merecem toda atenção por parte de todos os presentes em reuniões mediúnicas. Os que são despertados com violência poderão sofrer acidentes graves pelo choque vibratório e chegar mesmo a desencarnar, em virtude de inibição das forças magnéticas que mantêm o tônus vital orgânico. Quando isso não aconteça poderá sofrer, entretanto, queda de pressão sanguínea; outras desordens aparecerão pondo o médium em desequilíbrio, ainda que seja por alguns dias (XIE 157:3 / 157:10).
  •    O sonambulismo pode ser considerado como uma variante da faculdade mediúnica, ou para melhor dizer, são duas ordens de fenômenos que se encontram muito frequentemente reunidas. O sonâmbulo age sob a influência de seu próprio Espírito; é a sua alma que, no momento da emancipação, vê, ouve e percebe fora dos limites dos sentidos; o que ele exprime, ele tira de si mesmo; suas idéias são em geral mais justas do que no estado normal, seus conhecimentos mais extensos, porque sua alma está livre; em suma, ele vive por antecipação a vida dos Espíritos. O médium, ao contrário, é o instrumento de uma inteligência estranha; ele é passivo, e o que ele diz não provém dele. Em resumo, o sonâmbulo exprime seu próprio pensamento, e o médium o de um outro. Mas o Espírito que se comunica por um médium comum pode muito bem fazê-lo por um sonâmbulo; frequentemente mesmo o estado de emancipação da alma, durante o sonambulismo torna esta comunicação muito fácil. (XXE)
  •    Muitos contestaram durante muito tempo a lucidez sonambúlica; é que, com efeito, essa faculdade veio confundir todas as noções que se tinha sobre a percepção das coisas do mundo exterior, e, todavia, desde há muito tempo tinha-se o exemplo dos sonâmbulos naturais, que gozam de faculdades análogas e que, por um contraste bizarro, jamais se procurou aprofundar. (CXV 313 / 315)
  •    Há duas espécies de manifestações sonambúlicas: uma em que é um espírito desencarnado que se manifesta. Outra em que é o próprio espírito do médium que entra em contato com os desencarnados e transmite o que eles querem dizer. Os médiuns inconscientes são raros. (XVR 14:5 / 10)
  •    No estado de desprendimento em que se encontra o Espírito do sonâmbulo, entra ele em comunicação mais fácil com os outros Espíritos, encarnados ou não. (XXV 212 / 16)
  •    O sonâmbulo vê em toda parte a que sua alma possa transportar-se, qualquer que seja à distância. Ele não vê as coisas do lugar em que se encontra o seu corpo, à semelhança de um efeito telescópico. Ele as vê presentes, como se estivesse no lugar em que elas existem, porque a sua alma lá se encontra realmente. (XXV 212 / 16)
  •    Muitas vezes as pessoas dotadas da faculdade de predição, em estado extático ou sonambúlico, vêem os acontecimentos se delinearem como num quadro. Isso também poderia ser explicado pela fotografia do pensamento. (XET 346 it 7)
  •    O poder de lucidez sonambúlica não é indefinido. O Espírito mesmo completamente livre é limitado em suas faculdades e em seus conhecimentos, segundo o grau de perfeição que tenha atingido; e é mais inda, quando ligado à matéria, da qual sofre a influência. Essa a causa por que a clarividência sonambúlica não é universal nem infalível. E tanto menos se pode contar com a sua infalibilidade, quanto mais a desviem do fim proposto pela natureza e transformado em objeto de curiosidade e de experimentação (XXV 212 / 16).
  •    O perispírito é o traço de união entre a vida corporal e a vida espiritual; é através dele que o Espírito encarnado está em contínua relação com os Espíritos; é através dele, enfim, que se produzem no homem fenômenos especiais, cuja causa primária não está absolutamente na matéria tangível e que, por esta razão, têm a aparência de sobrenaturais (XET 278 it 22).
  •    Na pós-morte, a dúvida da morte é muito comum entre as pessoas falecidas há pouco, e, sobretudo, naqueles que, durante sua vida, não elevaram sua alma acima da matéria. É um fenômeno bizarro à primeira vista, mas que se explica muito naturalmente. Se a um indivíduo posto em sonambulismo pela primeira vez, perguntar-se se ele dorme, responderá quase sempre que não, e essa resposta é lógica: foi o interrogador que colocou mal a pergunta em se servindo de uma palavra imprópria. A idéia de sono, em nossa linguagem usual, está ligada à da suspensão de todas as nossas faculdades sensitivas; ora, o sonâmbulo que pensa e vê, que tem consciência de sua liberdade moral, não crê dormir e, com efeito, não dorme, na acepção vulgar da palavra. Por isso, responderá não até que esteja familiarizado com essa nova maneira de entender as coisas. (CXV 168 / 168)
Fonte de Pesquisas: – A Gênese – A Mediunidade Sem Lágrimas – Bíblia Sagrada – O Livro dos Espíritos – O Livro dos Médiuns – Passes e Curas Espirituais –Técnicas da Mediunidade – Revista Espírita – Web

domingo, 24 de junho de 2012

TEORIA - DESDOBRAMENTOS


   Projeção da consciência, experiência fora-do-corpo (EFC), experiência extracorporal, desdobramento, projeção astral ou viagem astral são termos usados alternativamente para designar as experiências fora-do-corpo (do inglês, out-of-body experience – OBE ou OOBE) ou estados alterados de consciência, que podem ser supostamente realizadas por qualquer pessoa, por meio do sono, via meditação profunda, técnicas de relaxamento, ou involuntáriamente, durante episódios de paralisia do sono, trauma, variações abruptas da atividade emocional e estresse, Experiência de quase-morte, deprivação sensorial, estimulação elétrica do giro angular direito do cérebro, estimulação eletromagnética, experiências de ilusão de óptica controladas, e através de efeitos neurofisiológicos por indução química de substâncias comumente descritas como drogas. Exemplos de tais substancias correlacionadas com a fenomenologia das experiências extra-corpóreas são o Cloridrato de cetamina, a Galantamina, a Metanfetamina, o Dextrometorfano, a Fenilciclidina e a Dimetiltriptamina (presente na bebida ritualística Ayahuasca)
   A Projeciologia, fundamentada nos experimentos pessoais de projetores conscientes e sistematizações destas autopesquisas, inicialmente proposta por Sylvan Muldoon e sistematizada por Waldo Vieira, que, durante a projeção, quando lúcida, o indivíduo está ciente de que se encontra fora do próprio corpo físico projetado por meio do (corpo astral, perispírito, psicossoma), que são entidades imateriais. Por intermédio da projeção da consciência é possível conhecer supostas dimensões extra-físicas.
   Há projetores pesquisadores brasileiros que diferenciam a Projeciologia como grupo da Projeciologia como idéia (a projeção), como coisas diferentes. A projeciologia é apenas um termo (semântica) sobre estudos, pesquisas, experiências sobre projeção astral, porém, a Projeciologia como grupo, diretamente relacionado ao Pesquisador Waldo Vieira, são consideradas por pesquisadores independentes, coisas diferentes, devido as posturas, teorias, hipóteses e semântica diferentes. Existem inúmeros trabalhos independentes, inclusive muito antigos e outros atuais, com semelhanças e discordâncias, onde, somente o pesquisador isento fará suas escolhas e interpretações pessoais, não apenas a partir de sua intelectualidade, mas em analogia direta e íntima com suas projeções e vivências pessoais.
   Existem diversos relatos de projeções conscientes, inclusive publicados em forma de diário. Um deles é intitulado "Viagens Fora do Corpo" (1971) do autor Robert Monroe, um empresário estadunidense.
   A projeção da consciência é uma experiência tipicamente subjetiva, descrita muitas vezes como próxima a sensação corporal de estar flutuando como um balão, e, em alguns casos, conforme relatos, havendo a possibilidade de estar vendo o próprio corpo físico, olhando-o sob o ponto de vista de um observador, fora do seu próprio corpo (autoscopia). Estatisticamente, uma em cada dez pessoas afirma ter tido algum tipo de experiência fora do corpo em suas vidas.
   A Projeciologia propõe a Hipótese do Corpo Objetivo, ou seja, que o psicossoma é um corpo real porém não físico. Tal hipótese contrapõe as teorias psicológicas ou que atribuem ao fenômeno projetivo uma experiência meramente subjetiva de caráter alucinógeno. Algumas experiências teóricas podem reforçar a hipótese da objetividade da experiência fora do corpo. O fenômeno de aparição intervivos, onde uma pessoa projetada deve ser vista por outras testemunhas físicas, noutro ambiente, distante de onde o seu corpo físico se encontrava no momento da experiência, pode servir para determinar a objetividade do fenômeno enquanto interpretação espiritual. Por enquanto, não há nenhum estudo científico que passou por revisão por pares que confirme tal hipótese.
   A projeção astral com freqüência é associada ao esoterismo e o movimento da Nova Era. Paralelamente, a medicina começa a tratar do fenômeno. Com mais atenção devido aos inúmeros relatos de experiências quase-morte (EQM). Explicações científicas que seguem o princípio da parcimônia fazem previsões suficientes e pontuais a cerca do fenômeno de experiências quase-morte (EQM) e outros estados alterados de consciência.

Teorias
   Os céticos vêem as projeções de consciência como alucinações. Essa hipótese é apoiada em experimentos nos quais há a indução do estado quase-morte (EQM) por medicações anestésicas como a quetamina,pela indução de hipóxia cerebral, estimulação elétrica do giro angular direito do cérebro  e outros cenários de alteração neurofisiológica e cognitiva, como suportados por experimentos.
   A hipótese de alucinação segue a Navalha de Occam, o princípio da parcimônia, pois não há nenhum estudo que sustente a existência de um plano não-físico, não-mensurável aonde há interação de substância não-físicas com substâncias físicas (causalidade) , devido, pontualmente, ao caráter não-mensurável e estritamente subjetivo, onírico e possívelmente alucinógeno das experiências.
   Não há resistência por parte de pesquisadores para o estudo de fenômenos, basta que uma análise de caso faça surgir uma teoria científica. Uma teoria científica segue o método científico para tentar descrever um fenômeno com austeridade e realizar previsões com alto grau de precisão. Uma teoria com proposições a cerca de elementos não-mensuráveis (não detectados) que são por definição não-físicos não conseguem descrever a realidade, situação em que a teoria é descartada porque se torna irrefutável (falseabilidade).       Todos os centros de pesquisa científicos seguem o naturalismo biológico como posicionamento filosófico capaz de descrever o mundo com precisão e gerar conhecimento confiável. Se um fenômeno não pode ser dectado por aparatos físicos, ou seja, por aparatos científicos, então muitos fenômenos podem existir de maneira aleatória e nenhum tem relevância maior porque não podem ser detectados por mais que o pesquisador espiritual insista no caráter particular, privado e introspectivo do fenômeno. Vale lembrar que inúmeros danos cérebrais também sustentam experiências subjetivas, privadas, mas nenhuma se traduz como confiável para descrever a realidade.
   Sonhos podem ter seu conteúdo cognitivo visualizado através de aparatos neurocientíficos, aonde o pesquisador consegue montar quadros dos esquemas audio-visuais que o paciente está experienciando.  Uma mesma aproximação de estudo já criou uma máquina capaz de ler os pensamentos de maneira rudimentar.

   Segundo as pesquisas da Projeciologia, ciência proposta pelo médico brasileiro Waldo Vieira, durante o sono, quando o metabolismo e as ondas cerebrais diminuem, os laços energéticos que seguram o psicossoma ao corpo físico se soltariam, então a pessoa, através do psicossoma, seria projetada para fora do corpo humano. Dependendo do estado de lucidez, são relatados posteriormente como sonhos, sonho lúcido ou uma experiência extracorpórea totalmente lúcida. Não importa o quanto estiver afastada do corpo humano, a consciência estará sempre ligada a ele, pelo "cordão de prata", um feixe de luz que só se romperia quando ocorrer a primeira morte (morte biológica) e voltaria quando solicitado, impossibilitando que se fique preso extrafisicamente.

   Segundo a concepção espírita, o desdobramento trata-se de um processo de exteriorização do perispírito do corpo físico. O perispírito, durante este processo, sempre permanece ligado ao corpo por uma espécie de cordão umbilical fluídico. É um estado de relativa liberdade perispiritual, análogo ao sono, em que podemos agir semelhantemente a um desencarnado, podendo nos afastar a distâncias consideráveis de nosso corpo físico. O desdobramento pode ser inconsciente ou consciente e, nesse último caso, pode ser iniciado através de operadores encarnados ou desencarnados (benfeitores ou obsessores). Também pode ser parcial, que é quando o perispírito não deixa o corpo físico totalmente (situação na qual as faculdades psíquicas são muito ampliadas) ou total, quando o perispírito deixa o corpo físico. Os portadores desta faculdade têm sonhos vívidos, coerentes e nítidos em que assistem a cenas que, mais tarde, descobrem terem sido fatos reais ocorridos em outros lugares. Podem também ter visões de cenas fantásticas, com muito realismo, ouvir sons e até sentir contato dos lugares onde forem. Essa faculdade pode ser desenvolvida através de exercícios metódicos. Também é chamado de desdobramento astral, exteriorização ou emancipação da alma.

Projeções
Existiriam alguns tipos de projeções e níveis de lucidez:
Níveis de lucidez
Projeção inconsciente: ocorreria quando o projetor sairia do corpo totalmente inconsciente. Seria um "sonâmbulo extrafísico". A maioria absoluta da população do planeta faria esta projeção durante o sono ou cochilo e estas seriam posteriormente relatadas como sonhos.
Projeção semiconsciente: ocorreria quando o grau de consciência é intermediário, e a pessoa ficaria sonhando acordado fora do corpo, totalmente iludido por suas idéias oníricas. Conhecido também como sonho lúcido.
Projeção consciente: ocorreria quando o projetor sairia do corpo e manteria a sua consciência durante todo o transcurso da experiência extracorpórea. São poucos que dominariam esta projeção.

Tipos de projeções
Projeção em tempo-real: quando o projetor projetaria-se para fora do corpo físico e cairia num suposto plano mais próximo ao plano físico, vivenciando tudo ao seu redor. Quem conseguiria este tipo de projeção, poderia supostamente relatar acontecimentos do cotidiano, naturais e extrafísicos. Supostamente, dependendo o nível do projetor, seria possível interagir com o plano físico.
Projeção involuntária: ocorreria com a maioria das pessoas que acordariam dentro dos sonhos sem sua própria vontade.
Experiência quase-morte: seria a experiência ocorrida quando, devido a uma doença grave ou acidente, a pessoa sofre o chamado "estado de quase morte". O coração e todos sinais vitais, inclusive as ondas cerebrais detectadas por aparelhos, parariam e a morte clínica do paciente estaria atestada pelos médicos.
Nessas situações, acredita-se que o suposto 'espírito' não se desligaria do 'corpo físico' e o paciente "milagrosamente" ressuscitaria, ou seja, apenas que a experiência subjectiva se mantém porque o sistema nervoso ainda apresenta atividade ínfima, pois o processo de necrose (morte celular não-programada) não se instalou. Após o retorno de consciência, cerca de 11% dos pacientes relatam experiências detalhadas a cerca de como podem supostamente descrever com detalhes aconteceu enquanto estava "morto", pois, na interpretação dualista, manteriam a consciência ou espírito no suposto plano astral, fora do corpo físico, enquanto tinham a sensação de pairar sobre o corpo. Entretanto, para o espiritualista e parapsicólogo Titus Rivas, a EQM não pode ser completamente explicada por causas fisiológicas ou psicológicas, pois a consciência funcionaria indepedentemente da atividade cerebral...
Projeção voluntária: este tipo de experiência poderia ser induzida através de técnicas projetivas, meditação, amparo de supostas entidades extra-físicas, entre outras. Segundos os praticantes de Yoga, Teosofia, algumas correntes filosóficas e escolas de estudos do pensamento a "projeção consciente" poderia ocorrer com qualquer pessoa, esteja ela consciente do fato ou não. Isto quer dizer que uma pessoa poderia "projetar sua consciência" sem saber que está realizando esta ação, no entanto, seu subconsciente está plenamente ciente da condição existencial que está sendo vivenciada.
Fenomenologia da experiências extra-corpóreas
Ballonnement - sensação de abaloamento, flutuação.
Catalepsia projetiva - estado em que a consciência ou experiência subjectiva se encontra no corpo, mas sem domínio sobre este; é comum no começo e principalmente no fim da experiência extracorpórea, normalmente durando poucos instantes; estado de paralisia astral passível de ocorrer durante a projeção, normalmente com praticantes iniciantes espiritualistas.
Estado vibracional - sensação de estado vibracional interior.
Ruídos intracranianos - ruídos naturais que podem ocorrer no momento do deslocamento do psicossoma (ou corpo astral) para fora do corpo físico.
Toda fenomenologia está inserida na experiência, seja ela de cunho espiritualista (durante a meditação ou prática de atividade espiritual) ou durante episódios de paralisia do sono, traumas, Experiência de quase-morte, estimulação elétrica do giro angular direito do cérebro e outras experiências de ilusão de óptica controladas, além de outras descritas a seguir.

Sinonímia
   Durante os séculos, a projeção da consciência foi recebendo diversos nomes por cientistas, doutrinas orientais e ocidentais, pesquisadores, projetores e outros grupos, dentre outros: desdobramento astral (gnose), desdobramento espiritual (espiritismo), "elevação ao céu", emancipação da alma (kardecismo),
projeção astral (teosofia), projeção da alma, etc.
   Ao contrário do que pode-se pensar à   primeira vista, o fenômeno é vivenciado por muitas pessoas. Uma em cerca de dez pessoas afirmam já ter sentido experiências fora do corpo.
   A experiência fora do corpo (EFC) é abordada de acordo com o nível de lucidez da consciência que pode variar devido a fatores psicológicos, emocionais, somáticos (orgânicos), dentre outros.
É objeto de estudo da moderna Parapsicologia e da projeciologia, proposta por Waldo Vieira apesar de já ser citada em literaturas seculares no contexto histórico sócio-cultural mundial ainda que em contexto hermético e esotérico.

Relatos históricos
   Na Bíblia, é possível encontrar passagens que poderiam ser interpretadas como saídas do corpo:
Eclesiastes, Capítulo 12 versículo 6 a 7.
I Coríntios, Capítulo 15 versículo 35 a 44.
II Coríntios, Capítulo 12 versículo 2 a 4.
Ezequiel Capítulo 3 versículo 12 a 14.
Apocalipse de João, Capítulo 1 versículo 10.
Reis 2, capítulo 6 versículo 8 a 12.

Fonte: Wikipédia

TEORIA - APOMETRIA


                                                                  ApometriaOrigem 

   A Apometria - do prefixo grego apo (além de) e do radical metria (medida) - é definida como um conhecimento que se propõem a estudar aquilo que estaria além das formas de medida convencionais. O termo está associado a uma prática terapêutica alternativa, de natureza espiritualista, consistente no desdobramento e na dissociação dos múltiplos corpos de que seria constituído o ser humano, mediante uma seqüência de pulsos ou comandos energéticos mentais.
   Segundo S. M. Greenfield, esta técnica, que é divergente do espiritismo clássico, consiste em transportar partes do corpo do paciente para o mundo astral, onde seriam tratadas por médicos desencarnados, usando a terapia de vidas passadas.
   A terapia foi introduzida no Brasil pelo farmacêutico e bioquímico porto-riquenho, Luis Rodrigues, que a chamava de "Hipnometria", e utilizava a técnica de contagem progressiva para obter o desdobramento anímico controlado. Na década de 1960, foi sistematizada pelo Médico José Lacerda de Azevedo (1919-1997), no Hospital Espírita de Porto Alegre, que lhe trocou o nome para "Apometria".

    A terapiaServe para ajudar nos problemas de comportamento que afligem as pessoas. Ou seja, pode haver um desequilíbrio espiritual ou emocional que chega até o corpo e aparece como forma indesejada de comportamento ou como doença. Sua ação fundamenta-se na existência de desdobramentos de personalidade, adquiridas nesta encarnação ou em nossas vidas passadas (outras encarnações). Os especialistas e estudiosos de apometria atuam gratuitamente em centros espíritas para fazer esta cura como intermediários entre o astral e o físico. Trabalham sobre estas diferentes reações de personalidade fazendo com que as perturbações sejam superadas pelas pessoas.

De acordo com seus preceitos, é uma espécie de energia, direcionada pela atuação da força de vontade do condutor dos trabalhos, e impregnada de amor, canalizada na forma de "pulsos magnéticos" para tratar portadores de transtornos psicológicos, doenças genéticas de difícil resposta à terapêutica médica, ou consideradas incuráveis.

Leis da Apometria 
Primeira Lei: Lei do desdobramento espiritual.
Segunda Lei: Lei do acoplamento físico.
Terceira Lei: Lei da ação à distancia, pelo espírito desdobrado.
Quarta Lei: Lei da formação dos campos-de-força.
Quinta Lei: Lei da revitalização dos médiuns.
Sexta Lei: Lei da condução do espírito desdobrado, de paciente encarnado, para os planos mais altos, em hospitais do astral.
Sétima Lei: Lei da ação dos espíritos desencarnados socorristas sobre os pacientes desdobrados.
Oitava Lei: Lei do ajustamento de sintonia vibratória dos espíritos desencarnados com o médium ou com outros espíritos desencarnados, ou de ajustamento da sintonia destes com o ambiente para onde, momentaneamente, forem enviados.
Nona Lei: Lei do deslocamento de um espírito no espaço e no tempo.
Décima Lei: Lei da dissociação do espaço-tempo.
Décima Primeira Lei: Lei da ação telúrica sobre os espíritos desencarnados que evitam a reencarnação.
Décima Segunda Lei: Lei do choque do tempo.
Décima Terceira Lei: Lei da influência dos espíritos desencarnados, em sofrimento, vivendo ainda no passado, sobre o presente dos doentes obsediados.

A constituição setenária do ser
  Na óptica da apometria, o ser humano é composto por sete corpos. São eles:
Corpo físico
Corpo etérico
Corpo astral
Corpo mental inferior
Corpo mental superior
Corpo búdico
Corpo átmico

Forças empregadas na apometria
Força mental
  Segundo os preceitos da Apometria, a mente é uma "usina de força" que tem o poder ilimitado de moldar, mover e direcionar a "energia cósmica". Nesse sentido, Ramatis insistiria na idéia de que "toda magia é mental", pois é a força e a intenção de um pensamento que pode determinar se uma magia é benigna (magia branca) ou se interfere no livre arbítrio alheio, principalmente para fins egoísticos, fúteis ou prejudiciais (magia negra).
Ainda, de acordo com esta, a energia mental é de natureza "radiante". O pensamento pode ser transmitido à distância e captado de forma integral ou parcial por qualquer ser que tenha uma certa sensibilidade. Assim, o pensamento tem direção e um ponto de aplicação que é o seu objeto.
Força zeta
  Segundo a Apometria, a Força Zeta, é a liberação de energia condensada de um corpo físico. Desta forma, o operador apométrico utilizaria a energia do seu próprio corpo para criar campos de força, além de inúmeras outras aplicações da energia.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre. 


TEORIA - MEDIUNIDADE

ESPINHOS DA MEDIUNIDADE
  Todos nós sabemos da grande responsabilidade que se assume no dia em que participamos de uma sessão espírita pretendendo o posto de interprete dos Espíritos.
  É natural o desejo de ser médium, de praticar o intercâmbio com o mundo dos Espíritos, de sustentar conversações com os nossos Guias Espirituais ou os nossos seres amados que partiram para o Além.
  Mas, o que muitos de nós ignoram é que os frutos bons que a mediunidade venha a dar dependem, dentre muitos outros quesitos importantes, do modo pelo qual ela é desenvolvida.
  Em verdade, a mediunidade não carece de ser provocada. Ela se apresentará naturalmente, em época oportuna, suave ou violentamente, conforme as faixas vibratórias que então nos envolvam, trate-se de espíritas ou de adeptos de outras religiões.
  Tratando-se de pessoa ponderada, estudiosa, fiel à idéia de Deus, dotada de boas qualidades morais, a mediunidade desponta, freqüentemente, com suavidade, pelos canais da fé e do auxilio ao próximo.
  Vemos, então, profitentes de quaisquer credos religiosos, o espírita inclusive, impondo as mãos sobre o sofredor e transmitindo o fluido generoso da cura, do alívio ao angustiado, da esperança ao aflito, sem que seja necessária a busca sistemática do desenvolvimento, a qual, se imprudente, na maioria dos casos tende a prejudicar o médium para sempre.
  E vemos também manifestações fortes, conflitos, enfermidades e até obsessões, cujo advento se processa, evidentemente, à revelia do indivíduo que lhes sofre os influxos.
  Em tal acontecendo, é só orientar a mediunidade, instruir o médium, se ele desconhecer os princípios legados pela Doutrina Espírita; tratá-lo,se estiver doente, e deixá-lo praticar o bem com o dom recebido da Natureza.
  Todos esses exemplos, que diariamente se apresentam em nossos caminhos, pois conhecemos pessoas de outros credos religiosos que também curam com a imposição das mãos, são lições que devemos acatar.
Indicam que esses são os médiuns mais seguros porque espontâneos, cuja faculdade floresceu em tempo preciso, sem necessidade de longos períodos, incômodos e muitas vezes contraproducentes, das provocações do desenvolvimento.
  Ora, freqüentemente somos solicitado por candidatos ao exercício da mediunidade para esclarecimento sobre a sua própria situação de pretendentes ao intercâmbio com o Invisível.
Sentem-se confusos, inquietos, vacilantes, sem nada obterem de positivo depois de um, dois e mais anos de esforços para o desenvolvimento, fato por si só bastante para indicar os pouquíssimos recursos mediúnicos do candidato, que entretanto é sincero e bem assistido pelo seu Espírito familiar, não se deixando enlear pela auto-sugestão.
  Que esforços, porém, faz ele? Apenas a presença à mesa de sessões, a insistência aflitiva para que possa escrever mensagens, coisas belas, ou fazer oratórias que satisfaçam.
  Muitas vezes, senão de modo geral, o desenvolvimento advém não propriamente da faculdade mediúnica, mas da própria mente do médium, que assim se estimula, e então se dá o menos desejado: a subconsciência do médium a agir por si mesma, excitada pelo esforço e a vontade, como sendo um agente desencarnado; sua mente a externar-se em comunicações apócrifas, que só servem para empanar a verdadeira faculdade e empalidecer o brilho desse dom sublime outorgado por Deus ao homem.
  Muitos dos que insistem no desenvolvimento mediúnico asseveram que determinado Espírito lhes afiançou que são médiuns dessa ou daquela especialidade; psicógrafos, de incorporação, de vidência, etc. No entanto,  os mestres da Doutrina Espírita, com  Allan  Kardec  e  Leon  Denis à frente, e  os Instrutores         Espirituais que merecem fé ( porque há os pseudo-mentores espirituais) desde sempre observaram que “não há nenhum indício pelo qual se reconheça a existência da faculdade mediúnica. Só a experiência pode revelá-la. Mesmo que tal faculdade seja de psicografia, de incorporação ou outra qualquer.
  Poderemos, certamente, experimentar as nossas potencialidades. Mas, a prática tem demonstrado que a experiência não deverá ultrapassar de alguns poucos meses, caso nada se obtenha nesse período, justamente para que a faculdade eventual seja protegida contra a invasão de fenômenos outros, também psíquicos, mas não mediúnicos; fenômenos que o linguajar moderno trata de parapsicológicos, e aos quais nós outros até agora temos denominado de animismo, personismo, auto-sugestão, etc.
  O imoderado desejo de ser médium vai às vezes ao ponto de se exercitar a vidência. Ora, a vidência é a faculdade melindrosa por excelência, que não poderá suportar tal tratamento sem sofrer sérios distúrbios. De modo algum pode ser provocada, a menos que se deseje sugestionar-se de que está vendo alguma coisa, elaborando então os chamados clichês mentais, a ideoplastia ( a idéia plasmada na mente pela vontade).É bom não esquecer que o pensamento é criador, constrói, realiza, mesmo que não concretize materialmente aquilo que mentaliza ( ver o capítulo VIII de “O Livro dos Médiuns).
  A respeito desses espinhos que às vezes laceram os que tentam a mediunidade, fez o sábio analista Ernesto Bozzano preciosas observações em seu elucidador livro “Pensamento e Vontade”; Leon Denis, o continuador de Allan Kardec, em seu compêndio “No Invisível”, brinda-nos com esclarecimentos substanciosos, enquanto Kardec, além das lições gerais, diz o seguinte sobre a vidência: “A faculdade de ver os Espíritos pode, sem dúvida, desenvolver-se, mas é uma das que convém esperar o desenvolvimento natural, sem o provocar, em não se querendo ser joguete da própria imaginação. Quando o gérmen de uma faculdade existe, ela se manifesta de si mesma. Em princípio, devemos contentar-nos com as que Deus nos outorgou, sem procurarmos o impossível, por isso que, pretendendo ter muito, corremos o risco de perder o que possuímos.
  Quando dissemos serem freqüentes os casos de aparições espontâneas, não quisemos dizer que são muito comuns. Quanto aos médiuns videntes, propriamente ditos, ainda são mais raros e há muito que desconfiar dos que se inculcam portadores dessa faculdade. É prudente não se lhes dar crédito, senão diante de provas positivas(…).”
  Da advertência do mestre insigne, deduzimos, portanto, que é absurdo ( a experiência vem demonstrando que assim é) fazer exercícios visando ao desenvolvimento da vidência, bem como entregar-se a professores de vidência.A vidência é manifestação espírita como qualquer outra e, portanto, os seus registros devem ser examinados por pessoas competentes e experientes, que os passarão pelo crivo da razão e do bom senso, a fim de serem aceitos.
  Pouco sabemos ainda sobre a mediunidade. Intensamente, porem, sentimos e presenciamos os seus efeitos. Achamo-nos ainda nas preliminares da questão, não obstante datar a mediunidade de todos os tempos, o que revela ser um dom outorgado por Deus. Mas, o que dela se sabe, apesar da ignorância em que nos encontramos a seu respeito, já cabe em vários volumes, como realmente vem cabendo, pois diversos livros existem sobre o magno assunto.
  Uma das mais importantes faces da mediunidade, e que não podemos ignorar, porque o Alto disso nos esclarece e a observação confirma, é que a prática da Caridade e do Amor para com o próximo não somente é indispensável ao bom desenvolvimento da faculdade, mas também garantia poderosa ao seu exercício feliz. Não, certamente, a prática de uma caridade de fachada, interesseira, mas sim inspirada no verdadeiro sentimento do coração. Desse modo, o candidato a interprete do mundo espiritual deve iniciar o seu compromisso não só pela freqüência às sessões mediúnicas, mas pela prática do Bem, pelo auxílio ao sofredor, alem do estudo consciencioso e do empenho em prol da reforma moral gradativa de si mesmo.
  Agindo assim, no momento em que advenham os sinais indicadores de que realmente possui faculdades a desenvolver, estas se apresentarão suavemente, sem choques, por se acharem protegidas pelas faixas vibratórias da Caridade.
  E será bom repisar: convém não precipitar o desenvolvimento mediúnico. O seu progresso é lento; a mediunidade, ao que tudo indica, desdobra-se, indefinidamente, e um médium nunca estará completamente desenvolvido, mormente nos dias penosos da atualidade, quando mil problemas se entrechocam ao seu derredor. Quanto mais a cultivarmos, com submissão às leis divinas, mais ela se ampliará, crescerá no rumo dos conhecimento espirituais.
  Não existem, pois, médiuns extraordinários, não existem eleitos na mediunidade. Por conseguinte, não nos devemos fanatizar pela mediunidade, endeusando os médiuns como se fossem homens e mulheres à parte na escala humana. Eles são apenas instrumentos, ora bons, ora maus, das forças invisíveis do Além, consoante o modo pelo qual dirijam os próprios atos cotidianos. E deixarão de ser médiuns se os Espíritos não mais puderem ou quiserem se servir deles.
  Convém, pois, que os candidatos ao mediunato meditem bastante ao se aprestarem para o papel que representarão na seara de Jesus, o Mestre por excelência. A mediunidade é, certamente, um dom, entre os muitos que Deus concede às almas criadas à sua imagem e semelhança. E a um dom de Deus devemos, necessariamente, amar, respeitar e cultivar com sensatez e prudência.

Fonte: Visão Espírita


segunda-feira, 11 de junho de 2012

REFLEXÃO - SIMPLICIDADE

domingo, 10 de junho de 2012

REFLEXÃO - É RAZOAVEL PENSAR NISTO


   Pergunta à assistência : "Quem quizer esta nota de € 500,00, levante o braço".
   Unanimidade na sala, todos ergueram o braço...
   Então disse: " Esta nota será de um de vocês esta noite, mas antes de a entregar ao feliz contemplado,deixem-me fazer isto..."
   Então, amassou a nota nas mãos.

   E perguntou outra vez: "Alguém ainda quer esta nota?"
   Todos levantaram novamente o braço...

   E continuou: "E se eu fizer isto ?..." Atirou a nota ao chão e pisou-a vigorosamente.
   Depois, apanhou a nota do chão, suja e amassada e perguntou: "E agora?...
"Alguém ainda vai querer esta nota de € 500,00"?
  Todas os braços se voltaram a levantar.

  O conferencista voltou-se para a plateia e disse que este intróito merecia uma explicação: "Não importa o que eu faça com esta nota, vocês continuarão a querer este dinheiro, porque a nota não perde o seu valor.
  Esta situação também acontece conosco... Muitas vezes nas nossas vidas somos amassados, pisados e ficamo-nos a sentir diminuídos e sem importância.
  Mas não importa, jamais perderemos o nosso valor. Sujos ou limpos, amassados ou inteiros, magros ou gordos, altos ou baixos, nada disso importa !...
  Nada disso altera a importância que temos!... O valor das nossas vidas, não é pelo que aparentamos ser, mas, pelo que fizemos e sabemos"!

  Agora, reflitam e procurem na vossa memória:
1 – O nome das 5 pessoas mais ricas do mundo.
2 – O nome das 5 últimas vencedoras do concurso Miss Universo.
3 – O nome de 10 vencedores do prémio Nobel.
4 – O nome dos 5 últimos vencedores do Óscar para o melhor ator.
   Então? Difícil, não?... Não se lembram???... Não se preocupem. Nenhum de nós se lembrará dos melhores de ontem. Os aplausos valem no momento! Os troféus enchem-se de pó! Os laureados são esquecidos!

   Agora,façam o seguinte :
1 – O nome de 3 professores que contribuiram para a vossa formação.
2 – O nome de 3 amigos que já vos ajudaram em momentos difíceis.
3 - Pensem em algumas pessoas que já vos fizeram sentir "alguém especial".
4 – O nome de 5 pessoas que compartilham do teu tempo.
E agora? A coisa já está a melhorar, não é verdade?
   As pessoas que marcam a nossa vida não são as que têm as melhores credenciais, as que têm mais dinheiro, ou as que obtiveram os melhores prémios...
   São aquelas que se preocupam conosco, que cuidam de nós, aquelas que, de algum modo, estão ao nosso lado.

   Reflitam um momento... A vida é muito curta!...



   Um famoso conferencista, na sessão de abertura dum seminário e perante uma assistência de 200 pessoas, inicia a sua comunicação mostrando uma nota de € 500,00 novinha.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

REFLEXÃO - CARROÇA VAZIA

CARROÇA VAZIA
   Uma das grandes preocupações de nosso pai, quando éramos pequenos, consistia em fazer-nos compreender o quanto a cortesia é importante na vida.
   Por várias vezes percebi o quanto lhe desagradava o hábito que têm certas pessoas de interromper a conversa quando alguém está falando. Eu, especialmente, incidia muitas vezes nesse erro. Embora visivelmente aborrecido, ele, entretanto, nunca ralhou comigo por causa disso, o que me surpreendia bastante.
   Certa manhã, bem cedo, ele me convidou para ir ao bosque a fim de ouvir o cantar dos pássaros. Concordei, com grande alegria, e lá fomos nós, umidecendo nossos calçados com o orvalho da relva. Ele se deteve em uma clareira e, depois de um pequeno silêncio, me perguntou: Você está ouvindo alguma coisa além do canto dos pássaros?
   Apurei o ouvido alguns segundos e respondi: Estou ouvindo o barulho de uma carroça que deve estar descendo pela estrada.
   Isso mesmo… – disse ele – … é uma carroça vazia.
   De onde estávamos não era possível ver a estrada e eu perguntei admirado: Como pode o senhor saber que está vazia?
   Meu pai pôs a mão no meu ombro e olhou bem no fundo dos meus olhos, explicando: Por causa do barulho que faz. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.
   Não disse mais nada, porém deu-me muito o que pensar. Tornei-me adulto e, ainda hoje, quando vejo uma pessoa tagarela e inoportuna, interrompendo intempestivamente a conversa de todo o mundo, ou quando eu mesmo, por distração, vejo-me prestes a fazer o mesmo, imediatamente tenho a impressão de estar ouvindo a voz de meu pai soando na clareira do bosque e me ensinando: Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz….

quarta-feira, 6 de junho de 2012

quinta-feira, 31 de maio de 2012

PSICOGRAFIA - SABEDORIA, SEMPRE


“Eu o enchi do espírito divino para lhe dar sabedoria, inteligência e habilidade para toda sorte de obra.” Ex. 31 vs. 3

Vou contar-te uma fábula.
Certo caminheiro viu-se cercado de incertezas, frente ao terreno que não tão bem conhecia. Apalpadelas, cuidados e passos medidos, no tato está inseguro; mas vai em frente.
As suas dificuldades, comparadas a outras, está distante de quaisquer preocupações, ante o reinado da natureza. O Criador o suprira de tolerância, cautela, arrojo e sobre tudo, para o não previsto, de uma inteligência superior aos demais viventes.
Ora! Ora! Soa o vaga-lume a brilhar suas luzes; uma cratera imensa se abre no bosque da imaginação e volta sua trajetória para socorrer os imprevidentes. Depara-se com um, vislumbra outros e frente a frente com nosso caminheiro o previne.
Grato te estou pequenino ser, pois tua luz e teu desprendimento, na certa me salvaram do pior e, quem sabe, até da morte certa; mas como seguir em frente agora, pergunta-se?
O pequenino ser, emudecido, compartilhava da quietude do andarilho e não deu se quer um breve sussurro, para que nada estivesse a intervir em sua mente.
Eureka! Enfim a solução. Colocaria em funcionamento a inteligência para orientá-lo. Está em pensamento, a imaginar soluções e começa a preocupar-se. Insurge o nervosismo e a inteligência parece fugir-lhe. Recorre a paciência e concentra-se no problema. Qual a solução, continua a pensar?
A incerteza, a falta de direção o induz a caminhar em outro sentido. Sim, era isto, parado não haveria alternativa, mas caminhando poderia, quem sabe, surgir nova luz. Pacientemente, ensaia passos e movimenta-se lentamente; insurgira-se-lhe a prudência como recurso do Criador e estaria seguro se dela não se apartasse.
Novas situações, novos ensaios e outras incertezas ante o caminho desconhecido. Parar, pensa ele  novamente entristecido, talvez fosse de bom alvitre. Outros param, eu também, pensa, o poderia.
Movimenta outro recurso e surge a persistência como estímulo. Não, parar não. Teria que recomeçar em outro tempo, melhor que o fosse agora, pois o pequeno luminário ali estava como recurso extra, e já o salvara.
Arroja-se no empenho e reentorna a caminhada. Passo a passo; soluções sempre insurgidas pela providencia da mente e vai adequando suas dificuldades ao controle da inteligência. O vaga-lume que o acompanhava, refletia-lhe, sempre, pequenina luz, e a segurança ficava visível.
A passos incertos na luminosidade do pequeno clarão, chega, enfim, a uma planície, que lhe parecerá elevada, pois ao voltar-se não acredita no sucesso de sua trajetória.
Moral da história: A vida é feita de meios para exercitarmos todas as faculdades que Deus nos deu, mas se ainda for insuficiente em algumas situações, ele nos suprirá de alternativas reluzente, ainda que por pequenos mas condizentes meios de sua manifestação.
A luz, ainda que a julguemos pequena, é, na realidade, o melhor e maior benefício e meio que a benção Divina nos concede. Tudo na sintonia das nossas necessidades; além disto, o supérfluo pode nos conduzir ao abismo fatídico.   

Ditado pelo Espírito Irmã Lucila

Médium - A.C.Ribeiro