La Maravilla de la Vida: - É fantástica a natureza Divina. Aqui o "crescei e multiplicai" passo a passo. Um ponto de conflito é a vinculação do espírito ao corpo humano. Quando isso de fato acontece? Várias podem ser as dissertações, contudo, a nossa é a de que já na fecundação, quando começa a multiplicação das células, o espírito se "estabelece" prontamente ao processo. Assim, mesmo a "pilula do dia seguinte", nessa fase, caracteriza um aborto. Quer saber mais, veja nossas matérias sobre a bipolaridade.
domingo, 27 de abril de 2014
quinta-feira, 17 de abril de 2014
EVANGELHO NO LAR
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1. Escolha o dia de sua preferência. Sugerimos um dia de fácil memorização, por exemplo, segunda ou sexta-feira.
2. Escolha um aposento silencioso e agradável da casa, de preferência a sala de jantar, e que esteja com os aparelhos eletro-eletrônicos desligados. 3. Coloque uma jarra com água sobre a mesa, para fluidificação. Na falta dessa podem ser utilizados copos, qualquer um, em número correspondente aos integrantes do Evangelho. 4. Sentar-se à mesa sem alarde e sem barulho. 5. Fazer a prece de abertura, a que toque mais fundamente o sentimento familiar. Pode ser uma prece pronta ou uma prece espontânea, o importante é, repetimos, o sentimento da fé e a confiança na Proteção Divina. 6. Após, fazer uma leitura breve de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Comentar com palavras próprias o trecho lido. No início poderá existir certa timidez mas, com o correr do tempo, os comentários surgirão espontaneamente pois que os Espíritos amigos estarão auxiliando na compreensão dos textos selecionados. 7. Os demais integrantes poderão tecer comentários também, caso o desejem, mesmo que estes levem a assuntos pessoais e/ou a diálogos, naturalmente que sempre pertinentes ao tema em foco. O Evangelho no Lar é antes de tudo uma reunião de Espíritos reencarnados no mesmo ambiente, buscando através da prece, da elevação de pensamentos e do diálogo fraterno, o amparo e o auxílio do Mais Alto para seus problemas e necessidades. Não deve ser jamais solene ou ritualístico, com palavras e movimentos decorados a lembrar missas e demais cultos. 8. Para incentivar a participação dos filhos ou demais membros, com exceção dos pequeninos, é conveniente pedir que leiam mensagens espíritas, para reflexão do grupo. Incentivar também, com carinho, o comentário após a leitura. Sugerimos aqui os livros Fonte Viva e/ou Pão Nosso, de Emmanuel, Agenda Cristã e/ou Sinal Verde, de André Luiz. |
9. Proferir a prece de encerramento e rogar, como exemplo, pela paz, harmonia, saúde e felicidade dos membros da reunião e de todos com os quais convivem. Desejando, rogar também pelos doentes, desamparados e infelizes da Terra. Por último, pedir a bênção de Deus para os familiares desencarnados, sem temor. A lembrança da prece alegra e pacifica os que partiram.
10. É completamente desaconselhável qualquer manifestação mediúnica durante o Evangelho no Lar. 11. Servir, após a prece de encerramento, a água fluidificada. 12. Tempo: o necessário para a família. Sugerimos uma reunião de 15 a 30 minutos. Música: sim, se for do agrado de todos. Sugerimos música instrumental, em volume baixo.
Elaborado pelo Instituto André Luiz
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domingo, 30 de março de 2014
VIDEO - CARTA DE PAULO AOS CORÍNTIOS
Cid Moreira - Narra a Carta de Paulo aos Coríntios, no programa Altas Horas.
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
FATO - DO OUTRO LADO DA DESOBSESSÃO
Sábado, dia 3 de fevereiro de 2014, como de costume, em mais um dia de atividades em nosso Centro, dentre outros casos, este parece ser interessante para um breve relato.
Aninha, como vamos chamar nossa
assistida, na casa dos 13 a 15 anos, se fizera acompanhada da Mãe, que
preocupada e já tendo visitado outros Centros Espíritas da nossa cidade,
atendera por sugestivas providencias de amigos, para que a levassem para nossa
observação.
Ao relatar, não se esqueceu de suas
andanças e das providências que a ciência realiza em atendimento. Aninha está
em tratamento com psiquiatras já há algum tempo e os resultados têm sido apenas
paliativos. Na hora de "crise" torna-se agressiva e muito faz lembrar
a saudosa menina angelical e doce que se mantivera há mais de um lustro.
Observado o aspecto material, fácil
a percepção de que estava ela em estado de transe espontâneo, mostrava, sem
dúvidas, as características de um médium sonambúlico em suas atividades.
No processo que nos leva ao
desdobramento, nos projetamos em direção ao seu perispírito, seguindo o cordão
prateado. Veja que eu disse cordão prateado e não dourado. Um parêntese
explicativo: o cordão prateado é o que liga o perispírito ao corpo material, enquanto
o cordão dourado liga o espírito ao perispírito; quando do desvinculo
momentâneo ao exercício ou manifesto.
Voltemos ao caso. Ao nos
aproximarmos de onde ela estava, forte barreira magnética nos impediu o acesso.
Ai, optamos pela vibração ao Mentor
André Luiz, que nos sugeriu: passe para a dimensão seguinte e nos o
acompanharemos no atendimento.
Lembrando aos menos conscientizados
de que a matéria bruta apresenta-se em uma dimensão palpável, enquanto que a
espiritualidade de várias dimensões. À medida que o perispírito vai se
desmaterializando, no campo dimensional se localiza de acordo com sua
sublimidade.
Então, seguindo a orientação, demos
curso da sugestiva providência. Situamos-nos em uma camada fluídica do espaço,
ou em outra dimensão. Quartas ou quinta dimensão e nos projetamos ao ambiente
das trevas.
Transposto o portal do Gardemônio,
nos situamos dentre crianças que estariam sendo adestradas nas pretensões das
trevas. Dentre as reclusas, vários cordões prateados deixavam no espaço o
caminho que levariam aos seus corpos, enquanto que outras, por estarem
desencarnadas , isto não era visto.
Notamos, na dimensão que aportávamos
à equipe socorrista que nos sugeria voltar ao estado perispiritual natural e
providenciássemos o desativamento do campo magnético.
Circulando pelo ambiente, nos chamou
a atenção um departamento, talvez por inspiração de André Luiz, e ao nos
dirigirmos para lá, eis que surgem os primeiros problemas: "fomos
descobertos" e a cautela dos passos seguinte se fazia cuidadosa.
Protegido pela equipe espiritual,
vencemos os primeiros obstáculos e ao adentrar a um compartimento nos deparamos
com sofisticado laboratório dos espíritos trevosos, muito bem protegido.
Novamente a equipe espiritual em
ação e no meio de vê-lo e desvelo por todos, desativei o mecanismo, pois minha
contextura perispiritual naquele momento me igualava ao campo ativo e aos seres
da colônia dos obsessores.
Desativado o campo magnético,
sugestivamente nos vinculamos a equipe socorrista do Centro e Irmão Romualdo e
demais obreiros desta legião prestaram os afazeres de rescaldo.
Tarefa finda, o aspecto de Aninha
mudara e seu semblante dava certeza à Mãe de que a filha estava "de
volta" em alma; ou como poderíamos plagiar o ditado popular: "de
volta à casa".
Todos os casos que se nos
apresentaram seguia seu curso e ao finalizarmos as atividades daquele dia,
agradecemos a Deus e bendizemos a inspiração de Jesus nos ensinamentos
evangélicos, pois estes ensinamentos consolidaram ao que Ele nos ensina:
"Amar ao próximo como a si mesmo".
Como tantos a outros, poderíamos nos
furtar as atividades socorristas e desfrutar deste tempo para o lazer e
entretenimento, mas como disse Francisco de Assis, "e dando que se
recebe". E diante dessa citação, completo
dizendo que recebi e com satisfação e bondade, um manifesto da assistida, já no
dia seguinte.
Pela providencia de Deus,
casualmente nos encontramos no domingo e por não tê-la imediatamente percebido,
fui surpreendido por uma travessura de criança. Aninha se atirara a mim e com
um forte abraço e agradecida, ficou-me registrado do dialogo que se segui, com
a Mãe e filha, o carinhoso gesto e a frase: "Estou muito feliz, obrigado e
Deus lhe pague".
Obs. – Redação realizada sob
inspiração de André Luiz em exercícios habituais.
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
REFLEXÃO: DEUS PRECISA DE NÓS
João, no Apocalipse, legou-nos esta revelação: – “No
início o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. O mundo foi feito por Ele e
o mundo não o conheceu. Ele veio ao que era seu e os seus não o reconheceram e
antes lhe tiraram a vida: Jesus!”.
Pretender que Deus construa Sistemas e
Galáxias, em número infinito e passe a reger todo o Universo, e ainda por cima
ocupar-se de julgar cada uma de suas criaturas, como Salomão sentado em seu
trono, é fazer uma ideia bastante ridícula e acanhada de um Deus que, na
verdade, não sabemos como seja. Não é um Espírito ou uma Entidade, como
supomos. Antes, um fluido, que tudo interpenetra, e do qual se origina a Vida.
É desse fluido ou princípio vital que se formam os corpos celestes, sob
rigoroso controle de seres que, um dia, foram como nós.
Deus, não se ocupando diretamente de Sua
Criação, a delega a seus filhos, que administram todos os departamentos onde a
vida se manifeste. E a Vida está por toda a parte. Se formos ainda mais longe,
diremos que poderemos tornar-nos cocriadores na obra do Pai, e não teria outra
acepção Jesus haver concordado com a informação do salmista de que também somos
deuses e poderemos, assim, fazer o que ao próprio Cristo já era então
possível.
Mas, para isto, uma vida só não basta. O
que temos na mochila é insuficiente para percorrermos todos os degraus da
evolução. Reconhecemos ser mais cômodo vivermos uma única existência e,
mediante alguns sortilégios, sentarmo-nos comodamente aos pés do Onipotente,
garantindo os primeiros lugares.
Porém, achamo-nos na idade da razão,
aquela que não mais permite acreditarmos no que nos convém e, sim, na lógica
que se impõe.
Quando a Igreja aboliu a doutrina da
reencarnação (com a mesma ingenuidade com que se pretendesse pôr por terra a
lei da gravidade) e instituiu a unicidade das existências, isto é, só se nasce
uma vez e a alma é criada a partir da concepção, deu um nó na questão. Dizendo
de outro modo: o homem faz o homem e Deus faz a alma. Deus, criando a alma no
momento da concepção, coloca-se na dependência de sua criatura. Se o indivíduo
não quiser filhos, Deus não poderá criar almas. “O Céu pode esperar”, é a
divisa apropriada à questão.
Deus, possibilitando um progresso
infinito às almas, capacitou-as para administrarem a sua obra. Impossível
tentar compreender a atuação dessas entidades arquiangelicais e seu poder no
que toca à supervisão laboriosa e paciente de etapas previstas para trilhões ou
quatrilhões de anos. Emmanuel, exprimindo-se a respeito em A Caminho da Luz (1), diz:
“Rezam as tradições do mundo espiritual que na direção de todos os fenômenos,
do nosso sistema, existe uma Comunidade de Espíritos Puros e Eleitos pelo
Senhor Supremo do Universo, em cujas mãos se conservam as rédeas diretoras da
vida de todas as coletividades planetárias.
“Essa Comunidade de seres angélicos e
perfeitos, da qual é Jesus um dos membros divinos, ao que nos foi dado saber,
apenas já se reuniu, nas proximidades da Terra, para a solução de problemas
decisivos da organização e da direção do nosso planeta, por duas vezes no curso
dos milênios conhecidos.
“A primeira, verificou-se quando o orbe
terrestre se desprendia da nebulosa solar, a fim de que se lançassem, no Tempo
e no Espaço, as balizas do nosso sistema cosmogônico e os pródromos da vida na
matéria em ignição, do planeta, e a segunda, quando se decidia a vinda do
Senhor à face da Terra, trazendo à família humana a lição imortal do seu
Evangelho de amor e redenção.”
Abaixo desses Seres Angelicais estamos
nós, Espíritos encarnados e desencarnados, laborando em tarefas compatíveis com
nossa evolução e possibilidades, em todos os setores da vida, na condição de
cocriadores. Pretender que Deus nos haja criado para uma contemplação perpétua
e improdutiva, enquanto Ele está tudo fazendo, é muito ao sabor de quem não
seja chegado ao batente.
Fonte:
Obra publicada pela Editora da FEB, 20a edição.
domingo, 22 de dezembro de 2013
ACONTECEU <> HOSPITAL DO CÂNCER DE BARRETOS -
HOSPITAL DO CÂNCER DE BARRETOS
Nesta sexta-feira, dia 21 de dezembro de 2013, acompanhei minha esposa em uma visita fraterna ao Hospital do Câncer, de Barretos.
Oportuno registrar que pelos idos de l986, conheci seu fundador Dr. Paulo Prata, quando o Hospital atendia no perímetro central, na Rua
20. Naquela ocasião, como gerente de agência bancária, do então Unibanco, tomava
conhecimento não somente das dificuldades administrativas, como, também,
registrava o profundo desprendimento humanitário daquele bandeirante do amor
fraternal, pela causa. Hoje, quase três décadas depois, alegra-me ver que a semeadura do
passado sobeja de esperança aos enfermos de todas as paragens do território brasileiro e, há quem o diga, até do exterior. Não há dúvidas de que esta obra benemérita é um ideal familiar e
merece aos "olhos" da
espiritualidade , ao nosso ver, toda inspiração Divina.
Minha esposa e eu, professamos o cristianismo, embora por filosofias religiosas
diferentes: ela Católica Apostólica Romana, enquanto eu sigo a doutrina Espírita Kardecista.
Entendemos-nos muito bem e nos auxiliamos mutuamente no campo religioso e filantrópico, quanto necessário; razão
pela qual me fiz de acompanhante e motorista, na sua viagem filantrópica àquele nosocômio.
Nosso bagageiro continha objetos, utilidades, lacres, produtos
de higiene, etc. que, com certeza, seu destino não seria de utilização em áreas da pediatria, pois para esta a disponibilidade foi de chocolates. Mais que um atendimento pela visita benemerente, a recepção foi de uma acolhida que nos deixou muito felizes.
Missão cumprida, revolvemos dar uma "espiada" nos pavilhões e nas adjacências.
Ao passarmos por uma capela, minha esposa teve o ímpeto de nela entrar e fazer suas
preces de agradecimento a Deus. Adentramos ao templo.
Em posição genuflexa, minha esposa fazia suas orações. Ao
seu lado, enquanto a aguardava, sentei-me no banco e passei a observar o
ambiente. Da mesma aparência de uma igreja, a capela apresentava internamente os
moldes de uma nave. Um simples altar refletia sua acolhedora disposição.
Frei Francisco, nobre mentor espiritual me sugere um
desdobramento e observação do lado espiritual. Não me fiz de rogado e observei
que no altar que tanto me despertara a atenção pelo menos duas ou três
entidades se movimentavam, com idas e vindas, em funções puramente espirituais.
Observava o vai e vem delas quando noto ao meu lado e muito
bem postado, uma entidade alta, negra e de porte condizente ao de um halterofilista.
- Obrigado pela visita, disse-me ele.
- Apenas acompanho minha esposa, respondi.
- Sim, mas de qualquer forma estas presente. Dou graças a
Deus pela tua visita.
- Eu pelo teu trabalho, aludi.
Nesse instante, minha esposa se levanta e se dispõe a sair. Ao caminharmos em direção a saída. disse-me ela estar sentindo algo tão diferente; algo muito bom.
Tendo consciência da companhia que aquele nobre espírito nos fazia, à minha pergunta ele disse chamar-se Getúlio. Notei-lhe
um leve sorriso e ao vislumbrar sua mão estendida, nos despedimos. Volte sempre, foram suas últimas palavras.
domingo, 8 de dezembro de 2013
AS ORIGENS DO ESPIRITISMO
Queria questionar a equipa do blog se concorda com a afirmação que o espiritismo tem três fontes: a moral cristã, as filosofias orientais (budismo) e as filosofias da antiguidade (Platão, Aristóteles e a filosofia dos antigos gauleses).
Por exemplo, também se considera que o marxismo tem três fontes: a economia política inglesa, a filosofia clássica alemã e o socialismo francês.
Por exemplo, também se considera que o marxismo tem três fontes: a economia política inglesa, a filosofia clássica alemã e o socialismo francês.
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Olá amigo,
Se o Espiritismo tivesse sido uma criação humana, talvez fosse pertinente apontar essas fontes. Mas o Espiritismo veio dos Espíritos - Espiritismo ou Doutrina dos Espíritos, são sinónimos. Então, talvez seja mais correcto dizer-se que no Espiritismo encontramos elementos das tradições que refere, e outras mais. Mais uma questão de palavras, portanto.
Allan Kardec, nas suas obras, compilou os ensinamentos dos Espíritos, sistematizou-os, comentou-os e divulgou-os. Relativamente a Sócrates e a Platão, ele aponta-os como percursores da ideia espírita e da moral cristã.
Jesus de Nazaré foi apontado pelos Espíritos como modelo de perfeição a que podemos aspirar, e Kardec comentou o Evangelho de Jesus à luz dos ensinamentos dos Espíritos, na obra O Evangelho Segundo o Espiritismo, que muitas pessoas mal informadas pensam tratar-se do "Evangelho Espírita".
Quanto ao Budismo, é uma das religiões e filosofias que propõem uma explicação da realidade baseado na imortalidade da alma, nas boas obras, na reencarnação, e em outros princípios que encontramos em quase todas as religiões, épocas e lugares.
O Judaísmo, a primeira religião monoteísta, que está na base do Cristianismo-filosofia e do Cristianismo enquanto instituição religiosa, era e é reencarnacionista. Jesus de Nazaré professou a religião judaica, nasceu e viveu como judeu. E temos todos os motivos para crer que ele era reencarnacionista, não só porque era um judeu cumpridor da sua religião, como pelos seus ensinamentos. Os Primeiros Cristãos eram reencarnacionistas, até que o Cristianismo se tornou religião formal, hierarquizada, e aboliu institucionalmente a reencarnação.
Nos nossos dias, nas religiões cristãs, a reencarnação continua banida dos dogmas, pelo que, pessoas menos esclarecidas costumam apontar ao Espiritismo uma hipotética inspiração budista. Na verdade, o Espiritismo, mantendo as suas características próprias, sendo uma ideia, uma crença e uma opinião como qualquer outra, considera que todas as religiões e filosofias espiritualistas contêm fragmentos importantes da Verdade, que tomaram certa feição consoante o tempo, o lugar, a cultura e as figuras intervenientes na respectiva origem. É natural, por isso, que haja pontos em comum entre o Espiritismo e as mais diversas tradições religiosas e filosofias espiritualistas.
Se o Espiritismo tivesse sido uma criação humana, talvez fosse pertinente apontar essas fontes. Mas o Espiritismo veio dos Espíritos - Espiritismo ou Doutrina dos Espíritos, são sinónimos. Então, talvez seja mais correcto dizer-se que no Espiritismo encontramos elementos das tradições que refere, e outras mais. Mais uma questão de palavras, portanto.
Allan Kardec, nas suas obras, compilou os ensinamentos dos Espíritos, sistematizou-os, comentou-os e divulgou-os. Relativamente a Sócrates e a Platão, ele aponta-os como percursores da ideia espírita e da moral cristã.
Jesus de Nazaré foi apontado pelos Espíritos como modelo de perfeição a que podemos aspirar, e Kardec comentou o Evangelho de Jesus à luz dos ensinamentos dos Espíritos, na obra O Evangelho Segundo o Espiritismo, que muitas pessoas mal informadas pensam tratar-se do "Evangelho Espírita".
Quanto ao Budismo, é uma das religiões e filosofias que propõem uma explicação da realidade baseado na imortalidade da alma, nas boas obras, na reencarnação, e em outros princípios que encontramos em quase todas as religiões, épocas e lugares.
O Judaísmo, a primeira religião monoteísta, que está na base do Cristianismo-filosofia e do Cristianismo enquanto instituição religiosa, era e é reencarnacionista. Jesus de Nazaré professou a religião judaica, nasceu e viveu como judeu. E temos todos os motivos para crer que ele era reencarnacionista, não só porque era um judeu cumpridor da sua religião, como pelos seus ensinamentos. Os Primeiros Cristãos eram reencarnacionistas, até que o Cristianismo se tornou religião formal, hierarquizada, e aboliu institucionalmente a reencarnação.
Nos nossos dias, nas religiões cristãs, a reencarnação continua banida dos dogmas, pelo que, pessoas menos esclarecidas costumam apontar ao Espiritismo uma hipotética inspiração budista. Na verdade, o Espiritismo, mantendo as suas características próprias, sendo uma ideia, uma crença e uma opinião como qualquer outra, considera que todas as religiões e filosofias espiritualistas contêm fragmentos importantes da Verdade, que tomaram certa feição consoante o tempo, o lugar, a cultura e as figuras intervenientes na respectiva origem. É natural, por isso, que haja pontos em comum entre o Espiritismo e as mais diversas tradições religiosas e filosofias espiritualistas.
Assim sendo, as fontes que cita têm todas o seu valor, e fazem parte do património histórico e espiritual dos respectivos povos. O erro de algumas pessoas, a nosso ver, é traçarem linhas divisórias entre religiões «certas» e religiões «erradas». Há muito quem, nomeadamente no sector cristão, condene todas as religiões não cristãs como «erros», «enganos», sacrilégios», e mesmo «obra de Demo»... Tal visão, quanto a nós, é falha de caridade e humildade.
O Espiritismo é universalista, não é salvacionista. A nossa divisa é "Fora da caridade não há salvação", e não "Fora do Espiritismo não há salvação". Na nossa óptica, agrada a Deus quem trata os outros como gosta de ser tratado, e não quem frequenta esta ou aquela religião. O passaporte para um futuro melhor é amar a Deus e ao próximo, como a nós mesmos. Foi Jesus quem o disse, quando o consultaram acerca de qual seria o mais importante dos Dez Mandamentos da lei de Moisés.
Não temos, então, motivo para nos regozijarmos por sermos espíritas, como ninguém deve ter motivo de regozijo apenas por pertencer a esta ou àquela religião ou filosofia, considerando-se a si «salvo» e aos outros «perdidos». Mais importante do que ser-se espírita, católico, protestante, judeu, budista, confucionista, taoísta, umbandista, etc., é ser-se sincero na fé que nossa consciência nos dita, ser-se caridoso, amar-se o próximo, produzir-se boas obras, ter-se sincero desejo de errar cada vez menos.
Ou, como Jesus resumiu admiravelmente:
O Espiritismo é universalista, não é salvacionista. A nossa divisa é "Fora da caridade não há salvação", e não "Fora do Espiritismo não há salvação". Na nossa óptica, agrada a Deus quem trata os outros como gosta de ser tratado, e não quem frequenta esta ou aquela religião. O passaporte para um futuro melhor é amar a Deus e ao próximo, como a nós mesmos. Foi Jesus quem o disse, quando o consultaram acerca de qual seria o mais importante dos Dez Mandamentos da lei de Moisés.
Não temos, então, motivo para nos regozijarmos por sermos espíritas, como ninguém deve ter motivo de regozijo apenas por pertencer a esta ou àquela religião ou filosofia, considerando-se a si «salvo» e aos outros «perdidos». Mais importante do que ser-se espírita, católico, protestante, judeu, budista, confucionista, taoísta, umbandista, etc., é ser-se sincero na fé que nossa consciência nos dita, ser-se caridoso, amar-se o próximo, produzir-se boas obras, ter-se sincero desejo de errar cada vez menos.
Ou, como Jesus resumiu admiravelmente:
Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
Mateus 7:21
Esperamos ter sido de alguma utilidade. Se a resposta não for clara ou escorreita, a culpa é nossa e não da Doutrina Espírita.
Receba o nosso abraço amigo,
André Afonso
Fonte: Blog de Espiritismo
domingo, 1 de dezembro de 2013
ACONTECEU <> RELAÇÃO DE EQUIVALÊNCIA

Tenho aprendido, ao longo da prática mediúnica, que a rotina
laboriosa nos traz muitos recursos para melhor adequação e expressão da
sensibilidade operativa.
A farta literatura espírita, abordando todas as entranhas e
labirintos que mesclam na espiritualidade, nos favorece sempre à plausível
interpretação clarividente, como, também, aos colóquios clariaudientes, ou suaves
concertos de mente à mente.
A estas faculdades, mecanismo de se conhecer de um modo imediato a
origem e as sensações vibratórias dos espíritos, o sensitivo deve agregar nas suas observações o bom senso ou
ter discernimento correto para julgar ou
raciocinar em cada caso. A paciência, a prudência e a perseverança têm
consolidado o caráter cauteloso de muitos médiuns.
Comumente temos recebido em nossa modesta Casa Espírita
recorrentes angustiados, confusos ante toda sorte de comentários que tenham
sido protagonista, quer dentro da própria doutrina ou em outros círculos.
O relato que se segue não faz parte dessa estatística,
contudo, teria tudo para ser mais uma ocorrência sugestiva à falsas interpretações.
Adriana, jovem de mais ou menos 25 anos, esbanjando saúde e
beleza, tez de fazer inveja a banhistas praianas, cabelos lisos e longos, estava
pela primeira vez à nossa frente e viera de um município distante mais ou menos
50 km.
Relatou-nos ter sofrido um acidente há mais ou menos 5 anos;
ter fraturado o pé direito e sofrido uma intervenção cirúrgica. Apesar do sucesso da operação, sofria fortes
dores ao andar e que não obtivera resultado pelas providencias que até então
fizera, no plano material. Nossa assistência resumiu-se numa rápida intervenção
médico-espiritual para a resolução do problema; fato por ela confirmado.
Mas, o nosso relato não se prende a esta rotina e sim ao
campo da mediunidade, que Adriana desconhecia. A nosso pedido, ao transmitirmos
um "passe"
ela se nos mostrou acessível ao sonambulismo magnético.
Materialmente viera só, mas espiritualmente acompanhada. Ao
seu lado vislumbramos uma "entidade" com vestimentas
e caracteres fisiológicos de uma silvícola. Aparentava mais ou menos 60 anos.
A clariaudiência nos favoreceu e a "entidade",
explicando-nos a razão da sua presença e exaltando seus sentimentos, disse-nos
ter sido Avó de Adriana.
Dúvidas não nos ocorreram ante a sinceridade daquela nossa
irmã desencarnada, contudo, a bem da prudência, principiamos um diálogo com Adriana, uma
espécie de preâmbulo enfocando a nossa constatação. Interessante dizer que
Adriana em nenhum momento falou-nos de suas origens, embora tivesse tido
oportunidade. Demos curso ao que nos sugeria a situação.
– Adriana, vamos descrever os caracteres de um ser
espiritual que esta ao teu lado.
Apresenta-se com trajes e caracteres indígenas e disse-nos ter sido sua
Avó em vida.
Surpreendida, forte comoção toma conta de Adriana e com lágrimas de emoção
confirma: sim, a Avó que desencarnara quando ela ainda era criança, procedia de
origem indígena.
Como, no ensaio que acima mencionamos, já havíamos constatado as possibilidades e atributos mediúnicos de Adriana, por
indução magnética a levamos novamente ao sonambulismo e, concomitantemente, sugerimos que
"partisse
para um abraço".
Em estado de emancipação da alma, como ensina Kardec, acompanhamos o reencontro espiritual. Adriana
sentia toda extensão amorosa da Avó, enquanto pelo seu corpo físico vertia lágrimas
dessa emoção.
Este relato sugere-nos uma proposição.
Ainda que, vislumbrada por uma simples manifestação de
vidência, ou mesmo de clarividência, como o sensitivo desavisado poderia
imaginar a presença da Avó, em Relação de Equivalência:
Sugestões:
a) obsessor – b) entidade de culto-afro-brasileiro – c) etc.
a) obsessor – b) entidade de culto-afro-brasileiro – c) etc.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
PSICOGRAFIA - FIO IMAGINÁRIO
FIO IMAGINÁRIO
A Vida como ela é. Sim, a vida é um fio
imaginário que percorremos, como que "na corda bamba". Uns
com mais e outros com menos "equilíbrio".
Os sensatos e com o coração no movimento de
purificação, caminham servindo e amando ao próximo. São os operários da messe
de Jesus, ainda que não se sintam nessa estrutura.
Lembro-me da pergunta: "Senhor, quando foi que
te vimos com fome e te demos de comer? Com sede, e te demos de beber? Quando
foi que te vimos como forasteiro, e te recebemos em casa, sem roupa, e te
vestimos? Quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar?" e,
na resposta, me asseguro desta verdade: "Em verdade, vos digo: todas as
vezes que me fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos, foi
a mim que o fizestes!".
Bem, no curso da nossa peregrinação terrestre,
nascemos e já nos colocamos no fio imaginário: como crianças,
precisamos de amparo; quando jovens, conflitamos ou nos entendemos, ainda que
nos aprendizados da vida o equilíbrio seja coerente no exercício da reencarnação;
no estágio da maturidade, adulto já percorremos um bom "esteio",
consciente dos nossos próprios passos.
Bem, se o "peregrino equilibrista" está
numa "cadeia" de amor, no seu trajeto terá olhos, ouvidos e todos os
órgãos dos sentidos para com os que cruzam na sua linha de reflexão.
Se ao contrário, nem o senso mais condizente o fará
afastar-se do seu egoísmo e, de lances em lances, na pretensa investidura da
segurança, não terá olhos ou ouvidos para os que se lhe cruzarem o percurso. No
entanto, sem que estes possam sustentá-lo, neles ou deles se aproveitará para
não "cair" da sua "corda suspensa"; ai, os seus atos serão
de desamor.
Mas, no fio imaginário, quer o sintamos quer
não, caminhamos para um ponto de chegada e, queiramos ou não, nele estará o
juízo final a nos aguardar.
Não haverá condescendência: aos eleitos a direita, ao
outros a esquerda. Não haverá julgamento e sim assimilação vibratória. Vibração
que nos proporcionará ao coração a morada do pós morte. Aos que cresceram em espiritualização, serão
atraídos pela vibração do cordeiro, ou à direita, como Jesus o disse; ao revés,
o oposto é verdadeiro e como cabras serão veiculados à esquerda.
Aqui a separação do joio e do trigo. O agricultor é o
que contemplamos em espírito e com o qual nos afinamos no pós morte. Se
procedermos no fio imaginário um percurso de elevação e amor, seremos benditos à
Casa do Pai. Se nos descuidarmos ou fizermos mau uso das faculdades e
possibilidades que tínhamos ao nosso dispor, seremos direcionados ao Vale de
Lágrimas e, na sintonia com os que se afinam aos sentimentos e desafetos do
amor, entoaremos com os demais o choro e o ranger de dentes.
Espírito José de Anchieta
Médium – A.C. Ribeiro.
domingo, 17 de novembro de 2013
VÍDEO - PINTURA MEDIÚNICA - PARTE 1/2
Antes de começar a assistir
o vídeo/filme, dê o play e em seguida dê o pause.
Aguarde alguns minutos para
o vídeo carregar um pouco e não travar.
VÍDEO - PINTURA MEDIÚNICA - PARTE 2/2
Antes de começar a assistir
o vídeo/filme, dê o play e em seguida dê o pause.
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terça-feira, 12 de novembro de 2013
REFLEXÃO - POEMA DA FELICIDADE
Não deixe de ser feliz.
Porque o dia não foi bom.
Porque as horas não renderam.
Porque não alcançou o objetivo...
Não deixe de ser feliz.
Porque brigou com quem ama.
Porque o amigo foi embora.
Porque perdeu a oportunidade...
Não deixe de ser feliz
Porque ainda não sabe tudo.
Porque ainda não tem nada.
Porque o mundo parece imenso...
Não deixe de ser feliz.
Porque te faltaram palavras.
Porque te sobraram mágoas
Porque te nasceram cicatrizes...
Não deixe de ser feliz.
Sabe por quê?
Porque nascerão outros dias,
Porque as horas se repetirão.
Porque os sonhos nunca morrem!
Porque quem te ama perdoa.
Porque os amigos retornam.
E as oportunidades ressurgem!
Seja feliz, pois sempre haverá
Uma razão para isso!!!
Autor desconhecido.
domingo, 10 de novembro de 2013
PAUTA DE ESTUDOS: CLARIVIDÊNCIA / CLARIAUDIÊNCIA
Entrada em
Jerusalém
"Ide
ao povoado ali na frente. Logo na entrada encontrareis um jumentinho amarrado,
no qual ninguém nunca montou.
Desamarrai-o e trazei-o aqui." – XXR>Lc. 19:30
Nota: Vemos nesta passagem um ato de
Emancipação da Alma, caso de Segunda Vista. Maiores considerações o prezado leitor irá encontrar no Livro dos Espíritos, capitulo VIII e em obras que
tenham maiores elucidações sobre Desdobramentos, Sonambulismo, Clarividência e
ou similares.
Médiuns
·
Há diferentes gêneros de mediunidade; contudo,
importa reconhecer que cada Espírito vive em determinado degrau de crescimento
mental e, por isso, as equações do esforço mediúnico diferem de individuo para
indivíduo, tanto quanto as interpretações da vida se modificam de alma para
alma. As faculdades medianímica podem ser idênticas em pessoas diversas,
entretanto, cada pessoa tem a sua maneira particular de empregá-las. Um modelo,
em muitas ocasiões, é o mesmo para uma assembléia de pintores, todavia, cada
artista fixá-lo-á na tela a seu modo. Uma lâmpada exibirá claridade lirial ou seja,
que tem a brancura do
lírio, em jacto contínuo, mas, se essa claridade for filtrada por focos
múltiplos, decerto estará submetida à cor e ao potencial de cada um desses
filtros, embora continue sendo sempre a mesma lâmpada a fulgurar, a
resplandecer em seu campo de ação. Mediunidade é sintonia e filtragem. – XEX 107
/ 115
Médiuns Intuitivos:
·
Médiuns intuitivos são aqueles que captam os pensamentos dos
espíritos. Como os outros médiuns, os intuitivos também servem aos espíritos
para suas comunicações. Prestam-se muito para a direção das sessões espíritas e
para a doutrinação dos espíritos sofredores, porque instantaneamente sabem quais
os pontos a tocar para o esclarecimento deles.
Entretanto, dado a facilidade com que chegam a perceber os
pensamentos dos espíritos, as pessoas dotadas da mediunidade intuitiva precisam
ser calmas e muito ponderadas. Calmas, para não agirem precipitadamente, ao
sabor de qualquer idéia que lhes aflore ao cérebro. Ponderadas, para analisarem
muito bem as intuições que recebem.
A leitura assídua do Evangelho é o mais seguro meio de
análise das intuições e constitui a melhor defesa contra as intuições malévolas.
As intuições que estiverem em desacordo com as lições evangélicas devem ser
repelidas. E o médium, cultivando o estudo constante do Evangelho, abre sua
faculdade receptiva para as intuições superiores. – XVR 19 / 19
·
A transmissão do pensamento tem lugar também por intermédio
do Espírito do médium, ou melhor, de sua própria alma, já que designamos sob
esse nome o Espírito encarnado. O Espírito estranho, nesse caso, não age sobre
a mão para fazê-lo escrever; ele não a segura, não a guia. Não age sobre a alma
com a qual se identifica. A alma, sob este impulso dirige a mão e a mão dirige
o lápis; é que o Espírito estranho não se substitui pela alma, porque ele não a
pode afastar: ele a domina sem que ela o saiba, e imprime-lhe sua vontade.
Nesta circunstância, o papel da alma não é absolutamente passivo; é ela que
recebe o pensamento do Espírito estranho e que o transmite. Nesta situação, o
médium tem consciência do que escreve, conquanto não seja seu próprio
pensamento; ele é o que chamamos de médium intuitivo.
Se é assim, dirão, nada prova que seja antes um Espírito
estranho que escreve do que o do médium.
A distinção é, com efeito, algumas vezes bastante difícil de se fazer,
mas pode acontecer que isso pouco importe. Todavia podemos reconhecer o pensamento
sugerido em que ele jamais é preconcebido; ele nasce a medida que é escrito, e
frequentemente ele é contrário à idéia que se tinha formulado anteriormente;
ele pode mesmo estar fora dos conhecimentos e da capacidade do médium. – XXE 162 it 180
Clarividência – Clariaudiência
·
A clarividência e a clariaudiência não está localizada nos
olhos e nos ouvidos da criatura reencarnada. Os olhos e os ouvidos materiais
estão para a vidência e para a audição como os óculos estão para os olhos e o
ampliador de sons para os ouvidos – simples aparelhos de complementação. Toda
percepção é mental. – XEX 107 / 115
Livro dos Espíritos:
·
Podem os Espíritos se comunicar, se o corpo está
completamente desperto?
– O Espírito não está
encerrado no corpo como numa caixa: ele irradia por todos os lados. Por isso,
ele pode se comunicar com outros Espíritos mesmo no estado de vigília, ainda
que o faça mais dificilmente. - LE- 420
·
Assim como somos cegos acima ou abaixo de certos padrões
visuais e surdos acima ou abaixo de nossas limitações auditivas, também somos
cegos e surdos a fenômenos que ocorrem em planos ou dimensões diferentes do
nosso, a não ser que sejamos dotados de faculdades especiais para detectá-los.
Tais faculdades, porém, não está implantado nos nossos sentidos habituais, como
já observamos, e sim, nos centros nervosos que as comandam, pois já vimos que
os sensitivos dotados de vidência "vêem" de olhos abertos ou
fechados, indiferentemente da mesma forma que os dotados de faculdades audientes
(não apenas auditiva), "ouvem" vozes e sons que não vibram no meio
ambiente usual da mesma forma como ouvimos o grito de uma criança ou o latido
de um cão que nos chega da rua. Propusemos para esses dois tipos de percepção
os nomes de visão diencefálica e de audição coclear.
– XCO 10 / 11
Diferentes
modalidades de transmissão
·
Há espíritos que preferem ditar as comunicações e o médium
vai anotando o que ouve, como um estenógrafo ou uma espécie de taquigrafia.
Alguns articulam claramente as palavras enquanto falam, como qualquer pessoa
comum que ali estivesse a dizer alguma coisa. Outros não: aproximam-se do
médium, colocam a mão sobre a sua cabeça e como que transfundem na mente dele o
pensamento puro. Ainda, outros espíritos parecem também falar, mas não se
percebe nenhum tipo de articulação das palavras, ou melhor, os lábios deles não
se movem. E, no entanto, o médium tem nítida convicção de ouvi-los normalmente
e é até capaz de distinguir tons familiares de vos ou modismos de cada
espírito, uma vez habituados a eles.
Estamos, pois, diante da audição coclear, ou seja, os espíritos
manifestantes movimentam energias específicas junto à cóclea, no ouvido
interno, sem nenhuma interferência com a instrumentação auditiva externa que
serve para captar sons e encaminhá-los
ao centros nervosos específicos.
Pode ocorrer também, em tais casos, que o
médium veja as imagens enquanto os espíritos lhe falam, ou seja, combina-se a
visão diencefálica com a audição coclear. - XCO 41 / 49
Diferentes
modalidades de captação de som
·
O médium nota certa diferença na qualidade do som quanto
captado normalmente pelo ouvido externo ou quando levado diretamente à
percepção mental. No captado pelo ouvido externo, a característica e
equivalente ao de voz ou escrita diretas, dado que parece a captação pelo
sistema usual de audição, enquanto o levado diretamente a percepção mental, o
efeito sonoro é, ainda que diferente, de uma fonte geradora externa. Assim, o médium pode ouvir de três maneiras
diversas: 1) como se alguém estivesse ali, ao seu lado; 2) ainda aparentemente
externo, mas com uma sutil diferença na qualidade do som; 3) o som parece
ocorrer "dentro" da sua cabeça, como se não houvesse fonte geradora
externa. – XXO 284 /
286
Fonte: - A Mediunidade Sem Lágrimas – Bíblia Sagrada –
Diversidade dos Carismas – Nos Domínios da Mediunidade – O Livro dos Espíritos O Livro dos Médiuns–
PSICOGRAFIA - HUMILDE CONSCIÊNCIA
Humilde Consciência
Senhor
Mestre Jesus, eu o vejo no calvário das nossas consciências a pedir a Deus que
nos transformemos em mercadores do teu amor.
Senhor
Mestre Jesus, eu o vejo sofrendo por nós que o crucificamos nos nossos
sentimentos quando nos afastamos de amar ao nosso próximo.
Senhor
Mestre Jesus, eu espero que pela tua bondade eu possa compenetrar-me das tuas
dores e ter para com todos os solidários afetos que tendes por nós.
Senhor
Mestre Jesus, na amargura que estas em mostrar-nos que estas ao lado não de
irmãos deploráveis à direita ou a esquerda, como companheiros de agruras, mas
vejo que centralizas em nossa consciência a amargura do sofrimento na
crucificação do nosso desatino cristão.
Senhor
Mestre Jesus, sei que no alto do nosso pensamento, como no gólgata, oras a Deus
e por mais de uma vez pede que Ele nos perdoe por não sabermos o que fazemos.
Senhor
Mestre Jesus, sei que o espírito é eterno e não o entregas à Deus quando o
estamos crucificando em nossas tristes ilusões mundanas, mas que pedes a clemência
Dele para que nos torne a consciência renovada e elevada frente aos princípios
de efemeridade.
Senhor
Mestre Jesus, que a benção do Criador, ao ampará-lo pelo sofrimento e pesar que
te incutimos, pelas nossas faltas, possa servir de eterno sentimento de
renovação para nós.
Ore por
nós Senhor e nos perdoe pelo momento de afastamento que colocamos dentre nós.
Assim seja,
Espírito José de Anchieta
Médium: A.C.Ribeiro
AGENERES - APARIÇÕES - TRANSFIGURAÇÕES
· De tarde, os dois anjos chegaram a Sodoma. Ló estava sentado à porta da cidade. Ao
vê-los, Ló se levantou, saiu-lhes ao encontro, prostrou-se com o rosto em terra
e disse: "Meus Senhores, rogo-vos que venhais à casa de vosso servo para lavardes os pés e pernoitardes. Amanhã cedo, ao despertar, seguireis vosso caminho". Mas eles responderam: "Não, nós vamos passar a noite na
praça. " Ló insistiu muito com eles, de modo que foram com ele para
casa, onde lhes preparou um jantar e alguns pães, e eles comeram.
Gn 19:1 / 19:29 – Destruição de Sodoma e
Gomorra.
·
Naquele
mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos iam para um povoado
chamado Emaus, a uns dez quilômetros de Jerusalém. Conversavam sobre todas as
coisas que tinha acontecido. Enquanto
conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com
eles. Os seus olhos, porém, estavam como vendados, incapazes de reconhecê-lo.
Então Jesus perguntou: "o que andais
conversando pelo caminho?" - Lc.
24:13 / 24:35 – Os discípulos de Emaus.
·
Agêneres
é o estado de certos Espíritos que podem revestir momentaneamente as formas de
uma pessoa viva, a ponto de causar completa ilusão. – Do grego a privativo,
e géine,
geinomal geral; que não foi gerado.
Um Espírito superior,
perguntado sobre esse ponto, respondeu
que, com efeito, podem-se encontrar seres dessa natureza sem disso duvidar;
acrescentou que é raro, mas que isso se vê. Como para se entender é preciso um
nome para cada coisa, a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas chama-os de agêneres
para indicar que sua origem não é o produto de uma geração. O fato
seguinte, que se passou em Paris, parece pertencer a essa categoria.
Uma pobre mulher estava na Igreja de
Saint-Roch, e pedia a Deus vir em ajuda de sua aflição. Em sua saída da igreja,
na Rua Saint-Honoré, ela encontrou um senhor que a abordou dizendo-lhe: "Minha brava mulher, estaríeis contente por
encontrar trabalho? – Ah! Meu bom senhor, disse ela, pedia a Deus que me fosse
achá-lo, porque sou bem infeliz. – Pois bem! Ide a tal rua, em tal número;
chamareis a senhora T...; ela vo-lo dará". Ali continuou seu caminho.
A pobre mulher se encontrou, sem tardar, no endereço indicado – Tenho, com
efeito, trabalho a fazer, disse a dama em questão, mas como ainda não chamei
ninguém, como ocorre que vem me procurar? A pobre mulher, percebendo um retrato
pendurado na parede, disse: - Senhora foi esse senhor ali, que me enviou. –
Esse senhor! Repetiu a dama espantada, mas isso não é possível; é o retrato de
meu filho, que morreu há três anos. – Não sei como isso ocorre, mas vos
asseguro que foi esse senhor, que acabo de encontrar saindo da igreja onde fui
pedir a Deus para me assistir; ele me abordou, e foi muito bem ele quem me
enviou aqui.
·
O
perispírito é invisível para nós em seu estado normal; porém, como é formado de
matéria etérea, o Espírito pode, em certos casos, lhe fazer receber, por um ato
de sua vontade, uma modificação molecular que o torna momentaneamente visível.
É assim que se produzem as aparições, as quais, como também outros fenômenos,
não estão fora das leis da natureza. Este fenômeno não é mais extraordinário
que o do vapor, o qual é invisível quando é muito rarefeito, e torna-se visível
quando é condensado.
Segundo o grau de condensação do
fluido perispiritual, a aparição é algumas vezes vaga e vaporosa; outras vezes
é mais nitidamente definida; de outras, enfim, tem todas as aparências da
matéria tangível; pode mesmo chegar a tangibilidade real, ao ponto em que se
pode duvidar da natureza do ser que temos diante de nós.
As aparições vaporosas são
freqüentes, e sucede muitas vezes que indivíduos assim se apresentam às pessoas
a quem tem afeição. As aparições tangíveis são mais raras, embora haja delas
numerosos exemplos, perfeitamente autênticos. Se o Espírito deseja fazer-se
conhecido, dará a seu envoltório todos os sinais exteriores que tinha quando
viva.
Deve-se notar que as aparições
tangíveis não têm senão as aparências da matéria carnal, porém, não as suas
qualidades; em razão de sua natureza fluídica, não podem ter a mesma coesão,
porque, na realidade, não se trata de carne.
Elas se formam instantaneamente, e do mesmo modo desaparecem, ou se
evaporam pela desagregação das moléculas fluídicas. Os seres que se apresentam
nestas condições não nascem nem morrem como os outros homens; são vistos, e
depois não são vistos mais, sem saber de onde vieram, como vieram, nem aonde
vão; não se poderia matá-los, nem os acorrentar, nem os prender, pois que não
possuem o corpo carnal. Os golpes que lhes fossem infligidos o seriam no vácuo.
Tal é o caráter dos agêneres,
com os quais podemos tratar, sem duvidar do que sejam, mas que jamais demoram
por muito tempo, e não podem tornar-se comensais habituais de uma casa, nem
figurar entre os membros de uma família.
Aliás, há em toda sua pessoa, em
seus ademanes, (1) algo de estranho e de insólito que se relaciona com
a materialidade e com a espiritualidade: seu olhar, vaporoso e penetrante ao
mesmo tempo, não tem a nitidez do olhar dos olhos da carne; sua linguagem breve
e quase sempre sentenciosa, nada tem do brilho e da volubilidade da linguagem
humana; sua aproximação faz experimentar uma sensação particular indefinível de
surpresa, que inspira uma espécie de medo, e embora os tomemos por indivíduos
iguais aos demais do mundo, involuntariamente se diz: Eis um ser singular.
·
O
desaparecimento do corpo de Jesus de, pois de sua morte foi objeto de inúmeros
comentários. É atestado pelos quatro Evangelistas, baseados nos relatos das
mulheres que se dirigiram ao sepulcro no terceiro dia e ali não o encontraram.
Uns viram neste desaparecimento um fato milagroso, outros supuseram um rapto
clandestino.
Segundo uma outra opinião, Jesus não
teria tido jamais um corpo carnal, mas somente um corpo fluídico; não teria
sido em toda a sua vida senão uma aparição tangível, numa palavra, uma espécie
de agêneres.
Seu nascimento, sua morte e todos os atos materiais de sua vida não teriam sido
senão aparentes. Foi por isso – dizem – que seu corpo, voltando ao estado
fluídico, desapareceu do sepulcro, e foi com aquele mesmo corpo que ele teria
aparecido após sua morte.
Sem dúvida, semelhante fato não é
radicalmente impossível, de acordo com o que se sabe hoje sobre as propriedades
dos fluidos; porém, seria pelo menos totalmente excepcional e em oposição
formal com o caráter dos agêneres. A questão é, pois, saber se uma tal hipótese
é admissível, se é confirmada ou contestada pelos fatos.
A permanência de Jesus na Terra
apresenta dois períodos: o que precedeu e o que se seguiu à sua morte. No
primeiro, desde o momento da concepção até o do nascimento, tudo se passa, com
sua mãe, como nas condições comuns da vida. Desde seu nascimento até sua morte,
tudo em seus atos, em sua linguagem e nas diversas circunstâncias de sua vida, apresenta
características inequívocas da corporeidade. Os fenômenos de ordem psíquica que
se produzem nele são acidentais e nada têm de anormal, pois podem ser
explicados pelas propriedades do perispírito e são encontrados em diferentes
graus em outros indivíduos.
O simples fato de se cavoucar uma
parte do solo e não se encontrarem nele fios telegráficos, não prova a
existência do telegrafo sem fio. O Mestre não teceu melodramas em torno da sua
desencarnação, porquanto era sumamente inteligente e honesto para lançar
qualquer conceituação duvidosa pra o futuro. Sabia que a sua obra era de
caráter definitivo e que seria profundamente discutida no tempo de sua maior
propagação, como acontece atualmente. Por esse motivo, sempre evitou tratar de
assuntos dúbios ou infantilizados. Não é sua a culpa de os homens o haverem
cercado de tantas lendas e milagres que lhe obscurecem a realidade tão simples:
um anjo num corpo de homem! Encerrada a sua tarefa sacrificial e comprovada a
sua atitude Cristico, que seria o cunho indiscutível de sua personalidade, para
a posteridade, Jesus imitou o artista que, após terminar a execução primorosa
da sua obra, guarda tranquilamente o seu instrumento na caixa. Assim, terminada
a sua missão terrena, Jesus guardou o seu corpo no túmulo. Mozart, Bach,
Mayden, não mais existem como figuras físicas recortando o cenário terráqueo;
no entanto, suas melodias admiráveis ainda animam os tristes e emocionam os seus
devotos! Que importam os corpos desses gênios da música, quando duas
composições estão vivas na alma dos seres? Que importa, também, o acontecido
com o corpo de Jesus, quando a sua Divina Melodia Evangélica perpassa
continuamente pelo vosso mundo e arranca almas atribuladas dos abismos das
trevas; transforma muitos Herodes em Vicentes de Paula, homens em anjos e
Saulos em Paulos! Assim como diante da melodia encantadora é prosaico perturbar
o ambiente, discutindo-se sobre a qualidade da madeira do violino que está em
mãos do concertista, também ante a Mensagem de Amor, do Evangelho, e do
sacrifício de Jesus, é importuno preocuparmo-nos com a natureza do seu corpo.
Já que quereis saber a verdade, dir-vos-emos que o corpo de
Jesus foi transferido, altas horas da noite, por Pedro e José de Arimatéia,
para um jazigo de propriedade deste último, que era devotadíssimo ao Mestre, e
que, assim, evitavam que os sacerdotes incentivassem os fanáticos a depredarem
o túmulo do Messias, a quem não queriam reconhecer como Líder Espiritual.
(1) Movimentos (principalmente das mãos)
para exprimir idéias; gestos, trejeitos.
Fonte: A
Gênese – O Livro dos Médiuns – Bíblia Sagrada – Mensagens do Astral – Revista
Espírita
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