domingo, 24 de agosto de 2014

TEORIA - MEDIUNIDADE & ANIMISMO

André Luiz, em seu livro Mecanismos da Mediunidade, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, define animismo como sendo "o conjunto dos fenômenos psíquicos produzidos com a cooperação consciente ou inconsciente dos médiuns em ação."

"Se o animismo faz parte do processo mediúnico sempre haverá um porcentual a ser considerado, não fixo, mas variável, envolvendo o grau de desenvolvimento do médium."

Nossa opinião: - Entendemos que o animismo, a bem de esclarecimento, pode perfazer totalmente a manifestação quando a alma está emancipada. Isto se verifica quando médiuns de desdobramentos, sonambulismo, etc. encontram-se em atividades socorristas, principalmente.

    Alinhando apontamentos sobre a mediunidade, não será lícito esquecer algumas considerações em torno do animismo ou conjunto dos fenômenos psíquicos produzidos com a cooperação consciente ou inconsciente dos médiuns em ação.

       Temos aqui muitas ocorrências que podem repontar nos fenômenos mediúnicos de efeito físicos ou de efeitos intelectuais, com a própria Inteligência encarnada comandando manifestações ou delas participando com diligência, numa demonstração que o corpo espiritual pode efetivamente desdobrar-se e atuar com os seus recursos e implementos característicos, como consciência pensante e organizadora, fora do carro físico.

         A verificação de semelhantes acontecimentos criou entre os opositores da Doutrina Espírita as teorias de negação, porquanto, admitida a possibilidade de o próprio Espírito encarnado poder atuar fora do traje fisiológico, apressaram-se os descrentes inveterados a afirmar que todos os sucessos medianímicos se reduzem à influência de uma força nervosa que efetua, fora do corpo carnal, determinadas ações mecânicas e plásticas, configurando, ainda, alucinações de variada espécie.

         Todavia, os estardalhaços e pavores levantados por esses argumentos indébitos, arredando para longe o otimismo e a esperança de tantas criaturas que começam confiantemente a iniciação nos serviços da mediunidade, não apresentam qualquer significado substancial, porque é forçoso ponderar que os Espíritos desencarnados e encarnados não se filiam a raças contrárias que se devam reencontrar em condições miraculosas.

Animismo ou Espiritismo? Qual dos dois explica o conjunto dos fatos?

     Nem um, nem outro, pois que ambos são indispensáveis à explicação do conjunto dos fenômenos supranormais, cumprindo se observe, a propósito, que eles são efeitos de uma causa única: o espírito humano que, quando se manifesta em momentos fugazes, durante a existência “encarnada”, determina os fenômenos anímicos e, quando se manifesta na condição de “desencarnado” no mundo dos vivos, determina os fenômenos espíritas.

         É racional, com efeito, supor-se que o que um Espírito “desencarnado” pode realizar, também, deve podê-lo – embora menos bem – um Espírito “encarnado”, sob a condição, porém, de que se ache em emancipação da alma, fase que corresponde a um processo de desprendimento do Espírito (sono fisiológico, sono sonambúlico, sono mediúnico, êxtase, delíquio, narcose, coma, eqm, etc.
Para uma melhor avaliação, vamos particularizar as manifestações mediúnicas e anímicas em três situações: a) as espirituais ou aquelas que envolvem o espírito desencarnado; b) as de animismo emergente; c) as que conscientemente o médium se manifesta num autentico estado de emancipação da alma

a)            As espirituais ou aquelas que envolvem o espírito desencarnado  

Na verdade a questão do animismo foi de tal maneira inflada, além de suas proporções, que acabou transformando-se em verdadeiro fantasma, uma assombração para espíritas desprevenidos ou desatentos. Muitos são os dirigentes que condenam sumariamente o médium, pregando-lhe o rótulo de fraude, ante a mais leve suspeita de estar produzindo fenômeno anímico e não espírita. Não há fenômeno espiritual puro, de vez que a manifestação de seres desencontrados, em nosso contexto terreno, precisa do médium encamado, ou seja, precisam do veículo das faculdades da alma (espírito encarnado) e, portanto, anímicas.

No capítulo XIX de O Livro dos Médiuns ("Do papel dos médiuns nas comunicações espíritas") Kardec reproduz o teor das consultas que formulou a dois dos mais competentes especialistas sobre o fenômeno mediúnico, ou seja, Erasto e Timóteo, que parece terem sido incumbido de orientar os estudos em tomo da mediunidade.

Quando Kardec pergunta como é que um espírito manifestante fala uma língua que não conheceu quando encamado, Erasto e Timóteo declaram que o próprio Kardec respondeu à sua dúvida, ao afirmar, no início de sua pergunta, que "os espíritos só têm a linguagem do pensamento; não dispõem da linguagem articulada". Exatamente por isso, ou seja, por não se comunicarem por meio de palavras, eles transmitem aos médiuns seus pensamentos e deixam a cargo do instrumento vesti-los, obviamente, na língua própria do sensitivo.

         Reiteramos, portanto, que não há fenômeno mediúnico sem participação anímica. O cuidado que se toma necessário ter na dinâmica do fenômeno não é colocar o médium sob suspeita de animismo, como se o animismo fosse um estigma, e sim ajudá-lo a ser um instrumento fiel, traduzindo em palavras adequadas o pensamento que lhe está sendo transmitido sem palavras pelos espíritos comunicantes.

b)           As de animismo emergente

         Certamente ocorrem manifestações de animismo puro, ou seja, comunicações e fenômenos produzidos pelo espírito do médium (Alma) sem nenhum componente espiritual estranho, sem a participação de outro espírito, encamado ou desencontrado. Nem isso, porém, constitui motivo para condenação sumária ao médium e, sim, objeto de exame e análise competente e serena, com a finalidade de apurar o sentido do fenômeno, seu por que, suas causas e conseqüências.       
O animismo é a comunicação da própria alma do médium. Em todas as comunicações mediúnicas é necessário levar em consideração o fator anímico. Todos os médiuns possuem problemas anímicos, ou seja, dificuldades provenientes do seu próprio Espírito e personalidade. É comum que essas anormalidades emocionais ou psicológicas aflorem durante o transe mediúnico.
Vejamos uma manifestação de autentico animismo, extraída do livro Nos Domínios da Mediunidade – cap. 22. Um episódio cristalizado na inconsciência da médium; vejamos o exemplo de uma emersão no passado:
“E a pobre criatura prorrompeu em soluços, enquanto um homem desencarnado, não longe, fitava-a com inexprimível desalento.
Perplexos, Hilário e eu lançamos um olhar indagador ao Assistente, que nos percebeu a estranheza, porquanto a enferma, sem a presença da mulher invisível que parecia personificar, prosseguia em aflitiva posição de sofrimento.
- Não vejo a entidade de quem a nossa irmã se faz intérprete - alegou Hilário.
- Estamos diante do passado de nossa companheira. A mágoa e o azedume, tanto quanto a personalidade supostamente exótica de que dá testemunho, tudo procede dela mesma...
Ante a aproximação de antigo desafeto, que ainda a persegue de nosso plano, revive a experiência dolorosa que lhe ocorreu, em cidade do Velho Mundo, no século passado, e entra em seguida a padecer de melancolia.
(...) Mediunicamente falando, vemos aqui um processo de autêntico animismo. “Nossa amiga supõe encarnar uma personalidade diferente, quando apenas exterioriza o mundo de si mesma...”

c)            As que conscientemente o médium se manifesta num autentico estado de emancipação da alma: Ideoplastia, bi-corporeidade, pré-cognição e retro-cognição, dentre outras.

Para que ocorram fenômenos anímicos desta natureza, faz-se necessário que o perispírito do encarnado desprenda-se, parcial e momentaneamente, do seu corpo físico. Nestas circunstâncias, a alma toma conhecimento da realidade extra física, percebendo-a de acordo com o seu entendimento. Nestas circunstâncias, pode entrar em comunicação com outros Espíritos desencarnados e encarnados. Durante esse desprendimento (ou emancipação da alma), que pode ser mais ou menos duradouro, diz-se que o Espírito do encarnado encontra-se desdobrado, em estado semelhante ao do transe, situado entre a vigília e o sono.

Desse modo, na manifestação anímica, o médium pode expressar muitos conhecimentos que ele, enquanto encarnado, não possui. Daí decorre, muitas vezes, que não há como se saber se uma manifestação é anímica ou realmente mediúnica, ocorrendo esta última tão somente quando o espírito que se comunica não é o que está encarnado, ou seja, não é o médium, e sim uma individualidade desencarnada, um espírito. Os fenômenos espíritas (produzidos por um espírito) podem ser divididos em dois grupos: os fenômenos anímicos (quando é produzido pelo encarnado, com suas próprias faculdades espirituais, sem o uso dos sentidos físicos, graças à expansão de seu perispírito; os fenômenos mediúnicos, produzidos por um espírito por intermédio do médium. Ainda segundo Therezinha de Oliveira, quanto maior o grau de expansão do perispírito, mais expressivo poderá ser o fenômeno anímico, pois o encarnado poderá desfrutar mais de maior liberdade em relação ao corpo, passando a atuar mais como um espírito liberto.

Entretanto, mostra-se difícil separar o fenômeno anímico do mediúnico, pois: 1) - São as próprias capacidades anímicas dos médiuns que os fazem instrumentos para a atuação dos espíritos; 2) - Nem sempre podemos definir, com precisão, se o fenômeno está ou não sendo provocado ou coadjuvado por espíritos. Na grande maioria das vezes, o que ocorre é um estado intermediário com maior ou menor participação do espírito encarnado no médium em relação ao espírito desencarnado que por ele se expressa.
Há, contudo, casos destas manifestações anímicas associadas à obsessão, às vezes despercebidos no grupo mediúnico. Atentemos a este esclarecimento do Espírito André Luiz: Neste aspecto surpreendemos multiformes processos de obsessão, nos quais Inteligências desencarnadas de grande poder senhoreiam vítimas inabilitadas às defensivas, detendo-as, por tempo indeterminado, em certos tipos de influenciação obsessiva.

O fenômeno anímico, portanto, na esfera de atividades espíritas, significa a intervenção da própria personalidade do médium nas comunicações, quer dos espíritos desencarnados, quando ele impõe nelas algo de si mesmo à conta de mensagens transmitidas de Além-Túmulo ou quando conscientemente desfruta das suas possibilidades diante da emancipação da alma, tendo neste caso manifestado apenas os seus próprios conhecimentos que se encontravam latentes no inconsciente. Outro fator a ser considerado é que a alma do médium pode comunicar-se como a de qualquer outro.
          Assim quando se afirma que determinada comunicação mediúnica foi “puro animismo” quer-se explicar que a alma do médium ali interveio com exclusividade tendo ele manifestado consciente ou inconscientemente apenas os seus próprios conhecimentos e conceitos pessoais, embora depois os rotulasse com o nome de algum espírito desencarnado.

A teoria do animismo, ou o termo "animismo" aparenta ter sido desenvolvido inicialmente pelo cientista alemão Georg Ernst Stahl, por volta de 1720, para se referir ao "conceito de que a vida animal é produzida por uma alma imaterial". Uma das redefinições mais famosas do termo foi feita pelo antropólogo inglês Sir Edward B. Tylor, em 1871, na obra Primitive Culture (A Cultura Primitiva) .

Para o Espiritismo, o animismo é o estado em que opera o Espírito do médium, e não o do desencarnado. O médium, sob a influência da própria faculdade ou da assistência, fala e obra por si mesmo sem interferência de Espírito desencarnado.

Diz-se que animismo é a influência do médium na comunicação mediúnica porque a mediunidade não existe sem animismo. Sempre que houver uma comunicação mediúnica, haverá a influência do médium, que empresta o seu veículo físico para a manifestação do Espírito desencarnado.

Todas as manifestações mediúnicas (psicofonia, psicografia, vidência, audiência, intuição, cura, etc.), classificadas por Allan Kardec em fenômenos de efeitos físicos e fenômenos de efeitos inteligentes, trazem o teor anímico do médium, uma vez que este não age como uma máquina, na recepção e transmissão da mensagem do Espírito comunicante. Funciona como um intérprete do pensamento do Espírito, imprimindo naturalmente às comunicações mediúnicas que intermedia características peculiares de sua personalidade: “(…) É por isso que, seja qual for à diversidade dos Espíritos que se comunicam por um médium, os ditados que este obtém ainda que procedendo de Espíritos diferentes, trazem, quanto à forma e ao colorido, o cunho que lhe é pessoal. (…)”, afirmam Erasto e Timóteo em mensagem que consta de O Livro dos Médiuns. Allan Kardec, por sua vez, acrescenta: O Espírito do médium é o intérprete, porque está ligado ao corpo que serve para falar e por ser necessária uma cadeia entre vós e os Espíritos que se comunicam como é preciso um fio elétrico para transmitir uma notícia a grande distância, desde que haja, na extremidade do fio, uma pessoa inteligente que a receba e transmita.

Freqüentemente, pessoas encarnadas, nessa modalidade de provação regeneradora, são encontráveis nas reuniões mediúnicas, mergulhadas nos mais complexos estados emotivos, quais se personificassem entidades outras, quando, na realidade, exprimem a si mesmas, a emergirem da subconsciência nos trajes mentais em que se externavam noutras épocas, sob o fascínio constante dos desencarnados que as subjugam.

Vemos assim, a necessidade, sempre presente, da aquisição do conhecimento espírita e o desenvolvimento do espírito de fraternidade, aconselhado por Jesus, a fim de analisar o assunto com maturidade e discernimento espirituais.

Kardec não utiliza o termo animismo. Contudo, um estudo apurado do capítulo 19 de O Livro dos Médiuns esclarece-nos que nas comunicações... “O Espírito do médium é interprete e exerce influência sobre as comunicações que deve transmitir. Nunca é completamente passivo. É passivo quando não mistura suas próprias idéias à do Espírito estranho, porém, jamais é absolutamente nulo, seu concurso é sempre necessário como intermediário, mesmo nos que chamamos de médiuns mecânicos”

Assim, animismo é a influência do médium na comunicação do Espírito. Poderá haver contradições, e até erro na comunicação. Difere da mistificação que, pelo contrário, engana e abusa da credulidade de outrem, fazendo-o crer como verdadeiro o que é falso. É agir de má fé.

Em O Livro dos Espíritos (capítulo VII, "Da Emancipação da alma") foi também abordado o tema da atividade espiritual do ser encamado. Se nos lembrarmos de que a codificação conceitua a alma (anima) como espírito encamado, temos aí a clara abordagem à questão do animismo, embora o termo somente seria proposto, anos mais tarde, por Aksakof, como vimos.

Cuida esse capítulo da atividade da alma, enquanto desdobrada do corpo físico pelo sono comum, e nisto estão incluídos os sonhos, contatos pessoais com outros indivíduos, encamados ou desencarnados, telepatia, letargia, catalepsia, morte aparente, sonambulismo, êxtase, dupla visão. Todo esse capítulo cuida, portanto, da fenomenologia anímica, ainda que de maneira um tanto sumária, pelas razões já expostas.

Por ocasião dos preparativos ao Congresso Espírita Internacional, programado para Glasgow em setembro de 1937, o comitê organizador escreveu ao cientista italiano Enesto Bozzano convidando-o a participar dos trabalhos na honrosa (e merecida) condição de seu vice-presidente.

Pedia ainda o comitê que Bozzano preparasse um resumo de sua obra, já bastante volumosa àquela época, destacando como tema básico a questão do animismo, de forma a encaminhar uma solução conclusiva para o problema que se colocava na seguinte pergunta-título sugerida para seu ensaio: Animism or spiritualism - Which explains the facts? (Animismo ou espiritismo - Qual deles explica os fatos?). O eminente pesquisador italiano alcançara, em 1937, a respeitável idade de 75 anos - viveria mais seis anos, pois morreu em 1943 -, e o tema proposto pelos organizadores do congresso significava como ele próprio o caracterizou "formidável encargo", dado que se datava de "resumir a maior parte da minha obra de 40 anos". A despeito disso, o idoso cientista entusiasmou-se pelo assunto, que se apresentava como “teoricamente muito importante".

Foi assim que os estudiosos dos fenômenos psíquicos se viram presenteados com mais um de seus notáveis e competentes estudos, que a Federação Espírita Brasileira vem publicando, em sucessivas edições, sob o título Animismo ou Espiritismo?
Não foi difícil para ele responder o que lhe fora perguntado, mesmo porque a resposta estava implícita em sua obra:

 Nem um, nem outro logra, separadamente, explicar o conjunto dos fenômenos supranormais. Ambos são indispensáveis a tal fim e não podem separar-se, pois que são efeitos de uma causa única, e esta causa é o espírito humano que, quando se manifesta, em momentos fugazes durante a encarnação, determina os fenômenos anímicos e, quando se manifesta mediunicamente, durante a existência 'desencarnada', determina os fenômenos espiríticos. (Bozzano, Ernesto, 1987.)

O tema já fora tratado, aliás, em outra importante obra a de Alexandre Aksakof, igualmente publicada pela FEB, sob o título Animismo e Espiritismo (2 volumes).

Tanto a obra de Bozzano quanto a de Aksakof são enriquecidas como relato de inúmeros fatos colhidos e examinados com atento critério seletivo. A de Bozzano, como vimos, foi motivada pela solicitação dos organizadores do Congresso de 1937; a de Aksakof resultou de sua corajosa decisão de responder à altura as veementes criticas do filósofo Eduard Von Hartmann, intitulada O Espiritismo, que alcançara certa repercussão pelo prestígio de que gozava seu brilhante autor.

Somos levados a crer, hoje, que o fator importante no êxito do livro de Hartmann foi o fato de que era o primeiro ataque maciço e inegavelmente inteligente às teses doutrinárias do espiritismo, ao oferecer explicações alternativas aceitáveis, em princípio, ou seja, a de que os fenômenos, nos quais o espiritismo via manifestações de seres desencarnados sobreviventes, deveriam ser considerados como produzidos pelas faculdades normais da mente humana. O vigoroso estudo de Hartmann como que atendia a uma ansiada expectativa de parte de inúmeros cépticos e negativistas irredutíveis, desesperados por uma teoria inteligente que demolisse, de uma vez para sempre, as estruturas do espiritismo nascente. Para estes a obra de Hartmann foi um alívio. Afinal surgia alguém que conseguia 'demonstrar' ser uma grande tolice essa história da sobrevivência do ser que os espíritas estavam a disseminar por toda a parte, conseguindo até 'envolver' figuras da maior projeção na sociedade, nas artes e, principalmente, na ciência. Era uma loucura, a que alguém precisava mesmo por um ponto final. Acharam que Hartmann havia conseguido essa proeza histórica - a de deter com argumentos tidos como irrespondíveis a maré crescente do espiritismo.

O eminente cientista russo propõe para os fenômenos anímicos uma classificação em quatro categorias distintas, todos eles, contudo, resultantes do que ele chama de "ação extracorpórea do homem vivo", isto é, fenômenos produzidos pelo ser encarnado para os quais não há necessidade de recorrer-se à interferência de desencarnados. Nesse quadro ele colocou: 1) efeitos psíquicos (telepatia, impressões transmitidas à distância); 2) efeitos físicos (fenômenos telecinéticos, isto é, movimento à distância); 3) projeção da imagem (fenômenos telefânicos, ou seja, desdobramento ou emancipação da alma); 4) projeção de imagens "com certos atributos de corporeidade", isto é, formação de corpos materializados.
Quanto a Kardec, ainda em O Livro dos Médiuns, este pergunta aos espíritos se "o espírito do médium influi nas comunicações de outros espíritos que ele deve transmitir", recebe a seguinte resposta: "Sim, pois se não há afinidade entre eles, o espírito do médium pode alterar as respostas, adaptando-as às suas próprias idéias e às suas tendências." Em seguida, Kardec lhes pergunta se "é essa a causa da preferência dos espíritos por certos médiuns", ao que os espíritos respondem: "Não existe outro motivo. Procuram intérprete que melhor simpatize com eles e transmita com maior exatidão o seu pensamento."

Outro fator a ser, também, considerado é que sendo o animismo a interferência, participação ou mesmo manifestação do espírito do próprio médium no fenômeno, vamos notar que determinadas capacidades psíquicas, classificadas como mediúnicas são, na verdade, anímicas, por serem capacidades inerentes ao próprio ser humano, pois não dependem da interferência ou ação de mentes externas, encarnadas ou desencarnadas, para se manifestarem.


Fontes: Diversidade dos Carismas - Estudando a Mediunidade - O Livro dos Espíritos - O Livro dos Médiuns - Mecanismos da Mediunidade - Nos Domínios da Mediunidade -  Web 

terça-feira, 29 de julho de 2014

TEORIA - LEVITAÇÃO

Médiuns de translações e de suspensões: 
 Os que produzem a translação aérea e a suspensão dos corpos inertes no espaço, sem ponto de apoio. Entre eles há os que podem elevar-se a si mesmos.  Mais ou menos raros, conforme a amplitude do fenômeno; muito raros, no último caso.


São José de Cupertino, em oração, ele foi chamado de
"o Flying Frei" por causa de suas levitações
Freqüentes.

Não menos evidente é, segundo o que precede que a levitação não pode ser compreendida senão à luz de nossas noções sobre a gravitação; é, pois, pelo estudo desta, que deve­mos começar. Newton, o primeiro, deu a demonstração rigorosa da gravitação, já suspeitada na Antigüidade. Eis o enunciado da lei por ele estabelecida: Todos os corpos se atraem na razão direta do produto de suas massas, e na inversa do quadrado de suas distâncias. Foi esta a primeira lei terrena a que se atribuiu um valor universal; ela é real, tanto para a pedra lançada pelo garoto, como para o cometa que chega das pro­fundezas do espaço. Tal é o fundamento sobre o qual se pôde estabelecer a ciência moderna da astrofísica, ciência que parte deste princípio: todas as leis terrenas, a lei do calor, da luz, da eletricidade, etc., têm um valor universal.

Para definir o que é levitação vamos recorrer à “Enciclopédia de Parapsicologia, Metapsíquica e Espiritismo”, de autoria de João Teixeira de Paula (Cultural Brasil Editora Ltdª): “Em Espiritismo é o fenômeno em que, graças à ação de Espíritos, que se valem dos fluidos de encarnados e desencarnados, se levitam, suspendem, alçam, elevam, total ou parcialmente, coisas ou seres humanos ou mesmo animais.

Kardec não conhecia o termo (pelo menos não usou dele uma única vez) e falava em Suspensão aérea dos “corpos graves”: de pessoas ou de coisas

L. Palhano Jr., no “Dicionário de Filosofia Espírita” (Edições Celd) assim define levitação: “Ato ou efeito de levitar. Fenômeno psíquico, anímico ou mediúnico, no qual pessoa ou coisa ergue-se acima do solo sem uma razão visível, apenas devido à força mental, de um encarnado ou desencarnado, que movimenta fluidos ectoplasmáticos capazes de produzir uma alavanca psíquica suficientemente forte para vencer a força da gravidade. É um fenômeno de efeito físico. Elevação de um corpo no espaço, sem contato aparente, ficando suspenso, como se estivesse subtraído à ação da gravidade”.

No mesmo dicionário encontramos muitas informações sobre ectoplasma: “(Do grego: ektós= indica movimento para fora; plasma= obra modelável, substância plástica. (Metapsíquica). Palavra usada por Charles Riquet para definir uma substância caracterizada como uma espécie de plasma, flexível, viscoso, incolor e inodoro, sensível ao pensamento, que escapa do organismo de certos indivíduos, através dos poros e dos orifícios naturais do corpo. Trata-se de um transe biológico, quando há não apenas dissociação psíquica, mas também biológica. Segundo o Espírito André Luiz, no livro “Nos Domínios da Mediunidade”, de Chico Xavier, “o ectoplasma está situado entre a matéria densa e a matéria perispirítica, assim como um produto de emanações da alma pelo filtro do corpo, e é o recurso peculiar não somente ao homem, mas a todas as formas da natureza. Em certas organizações especiais da raça humana, comparece em maiores proporções e em relativa madureza para a manifestação necessária aos efeitos físicos. É um elemento amorfo, mas de grande potência e vitalidade. Pode ser comparado a uma genuína massa protoplasmática, sendo extremamente sensível, animado de princípios criativos que funcionam como condutores de eletricidade e magnetismo, mas que se subordinam, invariavelmente, ao pensamento e à vontade do médium que o exterioriza ou dos Espíritos desencarnados ou não que sintonizam com a mente mediúnica, senhoreando-lhe o modo de ser. Infinitamente plástico, dá forma parcial ou total às entidades que se fazem visíveis aos olhos dos companheiros terrestres ou diante da objetiva fotográfica, dá consistência aos fios, bastonetes e outros tipos de formações, visíveis ou invisíveis nos fenômenos de levitação, e substancializa as imagens criadas pela imaginação do médium ou dos companheiros que o assistem mentalmente afinados com ele”.

“Definição- substância que emana do corpo de um médium capaz de produzir fenômenos de efeitos físicos ou aparições à distância”. Trata-se de uma exalação fluídica, sensível ao pensamento, visível ou invisível, plástica, inodora, insípida, originalmente incolor, que tem a semelhança de uma massa protoplasmática.

Apesar do fenômeno da levitação ser conhecido desde os tempos remotos, os estudiosos do assunto sabem pouco sobre a força ou energia que o provoca.

Segundo a jornalista Elsie Dubugras (Planeta Especial- número 187 A, Editora Três) a levitação não está ligada, de nenhum modo, à santidade. “A maior parte dos santos jamais levitou. Mas os santos que levitam se distinguem por uma característica comum: são místicos, contemplativas, mesmo quando levam uma vida ativa…”

Os santos mais citados pelos hagiógrafos como portadores da faculdade em estudo são: Santa Brígida de Vadstena, São Pedro de Alcântara, São Domingos, São Tomás de Aquino, Santo Inácio de Loyola, São Felipe Néri, São José de Cupertino, Santo Afonso Maria de Ligório, Santo Edmundo, São Geraldo Majela e Santa Tereza d´Avila. É interessante observar que muitos dos santos citados possuíam outras faculdades anímicas e mediúnicas.

Como o fenômeno ocorre também fora do contexto religioso, ele deve ser estudado e pesquisado como qualquer outro fenômeno paranormal.

A levitação ocorreu com pessoas que não eram sequer religiosas. Entre elas podemos destacar Daniel Dunglas Home, Eusápia Paladino e Carmine Mirabellli.

Daniel Dunglas Home (1833-1886), médium escocês, nascido perto de Edimburgo, começou a levitar aos 19 anos, involuntariamente, mas depois aprendeu a levitar voluntariamente e fez demonstrações de suas habilidades diante de milhares de pessoas, algumas famosas como Napoleão III, Mark Twain e Ruskin. Além de flutuar, Home fazia com que alguns objetos à sua volta também levitassem, incluindo alguns pesados móveis e até mesmo um piano. Fazia os sinos badalarem sozinhos e os instrumentos musicais produzirem música sem que ninguém os tocasse. Levitou por 40 anos. William Crookes, um dos cientistas mais famosos e prestigiados da época, considerou a sua atuação legítima. Existe uma documentação farta feita por pessoas que pesquisaram os fenômenos por ele produzidos. Num dos casos (1868), “Home flutuou horizontalmente, como se estivesse deitado numa cama, através de uma janela aberta no terceiro andar de uma casa e voltou por outra. Seus pés entraram primeiro, depois o resto do corpo”.

Eusápia Paladino (1854-1918), nascida em Minervino, na Itália, participou de muitas sessões de experimentação mediúnica com vários e célebres cientistas (entre eles Schiaparelli, Aksakof, Charles Richet, Camille Flammarion, Gabriel Delanne e Ernesto Bozzano). Os fenômenos documentados foram Telecinesia, levitação de objetos e dela própria, aparição de luzes, materialização de Espíritos, moldagens, etc.

Encontramos, às vezes, casos engraçados de levitação. Um deles ocorreu com a visionária Catherine Emmerich, que levitava desde criança. O fenômeno continuou a ocorrer mesmo após ela entrar num convento. Encarregada da limpeza da sacristia da igreja, ela aproveitou dessa faculdade da seguinte forma: sem saber como, levitava de-repente e, no alto, tirava o pó da parte superior das colunas e lavava as vidraças.

Outro caso surpreendente ocorreu com a cunhada de um amigo meu. Ela e o esposo se deitaram para dormir. No meio da noite ele acordou. A esposa não se encontrava ao seu lado. Já se preparava para se levantar e ir procurá-la, quando olhou para cima e levou o maior susto. Em posição horizontal, ela estava suspensa rente ao teto. Se esse não existisse, sabe-se lá onde ela iria parar.

Os casos mais notáveis de Levitação na era moderna, segundo Willian Crookes, são atribuídos a Daniel Dunglas Home. Vejamos o que diz Allan Kardec.


O MAIOR MÉDIUM DE EFEITOS FÍSICOS DO SÉCULO XIX

"O Senhor Daniel Dunglas Home nasceu em 15 de março de 1833, perto de Edimbourg (Escócia). Tem, pois, hoje, 24 anos (artigo escrito por Allan Kardec em fevereiro de 1858). Descende da antiga e nobre família dos Douglas da Escócia, outrora soberana. É um jovem de talhe mediano, louro, cuja fisionomia melancólica nada tem de excêntrico; é de compleição muito delicada, de costumes simples e suaves, de um caráter afável e benevolente sobre o qual o contato das grandezas não lançou nem arrogância e nem ostentação. Dotado de uma excessiva modéstia, jamais exibiu a sua maravilhosa faculdade, jamais falou de si mesmo, e se, na expansão da intimidade, conta coisas que lhe são pessoais,, é com simplicidade, e jamais com a ênfase própria das pessoas com as quais a malevolência procura compará-lo. Vários fatos íntimos, que são do nosso conhecimento pessoal, provam nele nobres sentimentos e uma grande elevação de alma; nós o constatamos com tanto maior prazer quanto se conhece a influência das disposições morais sobre a natureza das manifestações.

O Senhor Home é um médium do gênero daqueles que produzem manifestações ostensivas, sem excluir, por isso, as comunicações inteligentes; mas as suas predisposições naturais lhe dão, para as primeiras, uma aptidão mais especial. Sob a sua influência, os mais estranhos ruídos se fazem ouvir, o ar se agita, os corpos sólidos se movem, se erguem, se transportam de um lugar a outro através do espaço, instrumentos de música fazem ouvir sons melodiosos, seres do mundo extra-corpóreo aparecem, falam, escrevem e, freqüentemente, vos abraçam até causar dor. Ele mesmo foi visto, várias vezes, em presença de testemunhas oculares, elevado sem sustentação a vários metros de altura.

Do que nos foi ensinado sobre a classe dos Espíritos que produzem, em geral, essas espécies de manifestações, não seria preciso disso concluir que o Sr. Home não está em relação senão com a classe íntima do mundo espírita. Seu caráter e as qualidades morais que o distinguem, devem, ao contrário, granjear-lhe a simpatia dos Espíritos Superiores; ele não é, para esses últimos, senão um instrumento destinado a abrir os olhos dos cegos por meios enérgicos, sem estar, por isso, privado de comunicações de uma ordem mais elevada. É uma missão que aceitou; missão que não está isenta nem de tribulações e nem de perigos, mas que cumpre com resignação e perseverança, sob a égide do Espírito de sua mãe, seu verdadeiro anjo guardião.

A causa das manifestações do senhor Home é inata nele; sua alma, que parece não prender-se ao corpo senão por fracos laços, tem mais afinidade pelo mundo espírita do que pelo mundo corpóreo; por isso ela se prepara sem esforços, e entra, mais facilmente que em outros, em comunicação com os seres invisíveis. Essa faculdade se revelou nele desde a mais tenra infância. Com a idade de seis meses, seu berço se balançava inteiramente sozinho, na ausência de sua babá, e mudava de ligar. Nos seus primeiros anos, era tão débil que tinha dificuldade para se sustentar, sentado sobre um tapete, os brinquedos que não podia alcançar, vinham, eles mesmos, colocar-se ao seu alcance. Com três anos teve as suas primeiras visões, mas não lhes conservou a lembrança. Tinha nove anos quando sua família foi se fixar nos Estados Unidos; aí os mesmos fenômenos continuaram com uma intensidade crescente, à medida que avançava em idade, mas a sua reputação, como médium, não se estabeleceu senão em 1850, por volta da época em que as manifestações espíritas começaram a se tornar populares nesse país. Em 1854, veio para a Itália, nós o dissemos, por sua saúde; espanta Florença e Roma com verdadeiros prodígios. Convertido à fé católica, nessa última cidade, tomou a obrigação de romper as suas relações com o mundo dos Espíritos. Durante um ano, com efeito, seu poder oculto parece tê-lo abandonado; mas como esse poder estava acima de sua vontade, a cabo desse tempo, assim como lhe havia anunciado o Espírito de sua mãe, as manifestações se produziram com uma nova energia. Sua missão estava traçada; deveria distinguir-se entre aqueles que a Providência escolheu para nos revelar, por sinais patentes, a força que domina todas as grandezas humanas.

Para o senhor Home, os fenômenos se manifestam, algumas vezes, espontaneamente, no momento em que menos são esperados. O fato seguinte, tomado entre mil, disso é uma prova. Desde há mais de quinze dias, o senhor Home não tinha podido obter nenhuma manifestação, quando, estando a almoçar na casa de um dos seus amigos, com duas ou três pessoas do seu conhecimento, os golpes se fazem súbito ouvir nas paredes, nos móveis e no teto. Parece, disse, que voltaram. O senhor Home, nesse momento, estava sentado no sofá com um amigo. Um doméstico trás a bandeja de chá e se apressa em colocá-la sobre a mesa, situada no meio do salão; esta, embora fosse pesava, se eleva subitamente e se destaca do solo em 20 a 30 centímetros de altura, como se tivesse sido atraída pela bandeja; apavorado, o criado deixa-a escapar, e a mesa, de pulo, se atira em direção do sofá e vem cair diante do senhor Home e seu amigo, sem que nada do que estava em cima tivesse se desarrumado. Esse fato, sem contradita, não é o mais curioso daqueles que teríamos a relatar, mas apresenta essa particularidade, digna de nota, de ter se produzido espontaneamente, sem provocação, num círculo íntimo, onde nenhum dos assistentes, cem vezes testemunhas de fatos semelhantes, tinha necessidade de novos testemunhos; seguramente, não era o caso para o Senhor Home de mostrar as suas habilidades, se habilidades havia." (1)

Outras manifestações:

O que distingue Daniel Douglas Home é sua mediunidade excepcional. Enquanto outros médiuns obtém golpes leves, ou o deslocamento insignificante de uma mesa, sob a influência do senhor Home os ruídos, os mais retumbantes, se fazem ouvir, e todo o mobiliário de um quarto pode ser revirado, os móveis montando uns sobre os outros.

Igualmente os objetos inertes, ele próprio é elevado até o teto (levitação), depois desce do mesmo modo, muitas vezes sem que disso se aperceba.

De todas as manifestações produzidas pelo Sr. Home, a mais extraordinária é a das aparições, segundo análise de Allan Kardec. Do mesmo modo sons se produzem no ar ou instrumentos de música tocam sozinhos.

"Seguramente, se alguém fosse capaz de vencer a incredulidade por efeitos materiais, este seria o senhor Home. Nenhum médium produziu um conjunto de fenômenos mais surpreendentes, nem em melhores condições de honestidade." (2)

O senhor Home realizou várias experiências perante o Imperador Napoleão II. Durante essas experiências, obteve-se uma prova concreta da assinatura de Napoleão Bonaparte, com a presença da Imperatriz Eugênia, cujo fato aumentou grandemente sua fama.

Jamais esse excepcional médium mercadejou seus preciosos dons mediúnicos. Teve inúmeras oportunidades, mas sempre se recusou. Dizia ele: "Fui mandado em missão. Essa missão é demonstrar a imortalidade. Nunca recebi dinheiro por isso e jamais receberei."

Como todo o médium, o senhor Home foi caluniado e ferido em sua dignidade, mas nunca lhe faltou, nas horas mais difíceis, o amparo de seus mentores espirituais.

Fontes: -  Revista Espírita de 1858, mês de fevereiro / Revista Espírita de 1863, mês de setembro - Nos Dominios da Mediunidade - Web

segunda-feira, 28 de julho de 2014

SISTEMA DE TRANSPORTE NO MUNDO ESPIRITUAL

SISTEMA DE TRANSPORTE NO MUNDO ESPIRITUAL

Aerobus

Em quase todas as publicações que tratam da vida no Mundo Espiritual, temos referências a veículos utilizados na locomoção de Espíritos, principalmente daqueles espíritos que, ainda, não possuem a capacidade de volição desenvolvida.

Nem sempre os espíritos conseguem transpor os limites vibratórios do mundo físico de forma natural, usando a volitação. Muitas vezes, o peso da matéria e a densidade das vibrações, muito materiais, levam os desencarnados mais esclarecidos e experientes a se utilizarem de comboios, que são veículos construídos com matéria extrafisica, sutil. Com essas naves pode-se transportar uma quantidade maior de espíritos, sem, o gasto excessivo de energia mental dos responsáveis para promover a volitação.  Alias, poucos conseguem volitar, devido ao apego à matéria

O ódio em demasia faz pesar o corpo espiritual; assim a inveja, o ciúme, a maledicência, o orgulho e o egoísmo, de modo que a volitação fica difícil para essas entidades, e os seus corpos ficam chumbados ao solo terreno.

Muitos se admiram das afirmações dos repórteres do Espaço a respeito dos variados meios de transporte utilizados nas Cidades Espirituais.
Enfim, quanto aos tipos de transporte no Mundo Espiritual, temos veículos com as mais variadas características. São eles utilizados para as mais diversas finalidades no cotidiano dos Espíritos errantes: em passeios, no auxílio a necessitados, para competições esportivas, nas excursões de estudos em outros mundos etc.
Encontramos Espíritos angélicos que escondem sua própria iluminação, para ajudar aos que se encontram nas sombras, transportando-os das regiões inferiores para as Casas de reajustamento espiritual. Em determinados casos, usam meios de locomoção primitiva. Igualmente existem aparelhos eletros-magnéticos, no mundo dos Espíritos, que também são usados para esses trabalhos,

Na Colônia “Nosso Lar”, escrito em 1943, já André Luiz explicava sobre a utilização do aerobus como veículo dentro da colônia, e também nos espaços externos para outros locais, e mesmo no umbral, sendo que ele viveu esta experiência em 1930.


 Planta do Nosso Lar

No mapa acima se observa as construções principais, que são o Prédio da Governadoria ao centro, e os seis (6) Ministérios; sendo que os Ministérios de Regeneração, Auxílio, Comunicação e Esclarecimento estão ligados às atividades da esfera terrestre e os Ministérios de União Divina e Elevação estão ligados ás Hierarquias Planetárias Superiores.
Da Governadoria, este Aerobus vai parando, de 3 em 3 km, na velocidade de 30 km/h e leva 40 minutos até o Parque das Águas.
Voltando ao aerobus, a descrição que nos chega é de um carro suspenso do solo a uma altura de cinco metros, do tipo funicular, em que o sistema de tração é por meio de cabos, como os teleféricos. Constituído de material muito flexível, é bem grande e parece ligado a fios invisíveis. Muito veloz, constituía-se o meio de locomoção mais usado na colônia “Nosso Lar”.
A grande diferença entre o aerobus do mundo espiritual e os que utilizados no mundo material, é o combustível. Do lado de lá, quem o move é o fluido vital, que faz parte da energia cósmica que permeia todo o Universo.
Os Espíritos superiores usam a força do pensamento, também, para se deslocarem de um lugar para o outro e sua força mental é tão grande que levam consigo outros Espíritos que não dispõem dessa capacidade.

Podemos dizer que o sistema de locomoção do Mundo Espiritual é o teletransporte que consiste em se viajar pelo Espaço apenas pensando no lugar aonde deseja ir ou na pessoa que deseja ver. Literalmente, Volição ou Volitação é capacidade que tem um espírito, sob certas condições e de acordo com o seu grau evolutivo de poder transportar-se, elevar-se do solo e deslocar-se numa espécie de voo, do que se depreende a volitação ou volição (pois depende da vontade). Sob essas circunstâncias o espírito se transporta para onde quiser ou lhe for determinado, sob a ação e impulso da própria inteligência.

A volitação depende de determinados processos interiores, Em violetas na Janela, Patrícia passou por um curso que tinha cinco fases, cada fase com um instrutor; como já havia aprendido algo com a avó, passou de inicio para a turma da terceira fase.

Volitar – disse vovó de Patrícia,como se tivesse decorado – é esvoaçar, volatear, locomover-se pelo ar pelo ato da vontade.  Volitar é como aprender encarnada a andar, a pedalar uma bicicleta, ou nadar, depois que aprende a dominar, faz automaticamente.

A volitação depende, fundamentalmente, da força mental armazenada pela inteligência; importa, contudo, considerar que os vôos altíssimos da alma só se fazem possíveis quando à intelectualidade elevada se alia o amor sublime. Há Espíritos perversos com vigorosa capacidade volitiva,

A volitação pode ser feita de vários modos: devagar, rápido, rapidíssimo, na vertical e na horizontal.  Devagar é como se andasse, só que acima do chão. Rápido, quando há pressa; rapidíssimo, é como se fosse desmaterializar para se materializar em outro lugar.  Na vertical, é usada para locomoção rápida. Na horizontal, quando se quer apreciar a paisagem.

Essa velocidade tem variações infinitas, de acordo com a evolução da alma. Existem determinados Espíritos tão materializados, que os seus meios de locomoção são os mesmos dos homens e, por vezes bem piores, manejam certas forças da Natureza, mas sem característicos de sublimação no sentimento, o que lhes impede grandes ascensões; bem corno há entidades altamente evoluídas, que viajam grandes distâncias com a velocidade do pensamento

O tema em questão não passou despercebido na codificação da Doutrina Espírita. Sobre o sistema de locomoção, Allan Kardec diz: Enquanto nos arrastamos penosamente pela terra o nosso corpo pesado e material, como o calceta as suas correntes, o dos Espíritos, vaporoso e etéreo, transporta-se, sem fadiga, de um lugar para o outro, rasga o espaço com a velocidade do pensamento e tudo penetra sem encontrar qualquer obstáculo material. (Revista Espírita, de Allan Kardec, n° 4 de abril de 1859)

O pensamento é uma propriedade elástica do Espírito e seus poderes ultrapassam as pálidas deduções dos homens. Dependendo de quem pensa, podem os pensamentos, emitidos em determinados lugares, trazer de volta à mente as imagens e as impressões do ambiente que se deseja e deste modo ficar sabendo o que se passa.

Fontes: Web <> Livros: Aruanda - A Faxina - Violetas na Janela


domingo, 20 de julho de 2014

FILME - A MALDIÇÃO DE AMÉLIA

Esse filme é bem interessante. O filme se chama "The Other Side of the Tracks" seria algo como "Do outro lado dos Trilhos" e não tem nada haver com maldição.  
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terça-feira, 8 de julho de 2014

FILME - OS ÓRFÃOS

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quinta-feira, 19 de junho de 2014

VIDEO - PINTURA MEDIÚNICA

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segunda-feira, 9 de junho de 2014

BIBLIA EM AUDIO / VIDEO - O SERMÃO DA MONTANHA - CID MOREIRA

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BIBLIA EM AUDIO / VIDEO - PARÁBOLA DO SEMEADOR - CID MOREIRA

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BIBLIA EM AUDIO / VIDEO - QUANTAS VEZES DEVEMOS PERDOAR - CID MOREIRA

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BÍBLIA EM ÁUDIO - ECLESIASTES 3 - CID MOREIRA

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BÍBLIA EM ÁUDIO - SALMO 133 - CID MOREIRA

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BÍBLIA EM AUDIO - SALMOS 23 - CID MOREIRA

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domingo, 8 de junho de 2014

VÍDEO AULA - A IMPORTÂNCIA DO LIVRO "O CÉU E O INFERNO"

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VIDEO - O MILAGRE DA VIDA <> MARAVILHAS DO CORPO HUMANO

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sexta-feira, 6 de junho de 2014

VIDEO AULA - PSICOMETRIA

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quarta-feira, 4 de junho de 2014

VIDEO - PSICOMETRIA > O QUE É E COMO FUNCIONA

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terça-feira, 3 de junho de 2014

PAUTA DE ESTUDOS - PSICOMETRIA

PSICOMETRIA

Nosso prefácio começa com a história enunciada por Hermínio C. Miranda, em que Colin Wilson, em 1843, informa quando o jovem doutor Joseph Rhodes Buchanan conversa com Leônidas Polk, arcebispo da Igreja Episcopal, acerca da “frenologia”. (1) A matéria anuncia, cautelosamente – como convém a tudo quanto diz respeito à temática do chamado ocultismo, e não sem uma pontinha de ironia nos trouxe este conceito:- “algo novo surgido no maravilhoso mundo espiritualista: a psicometria”
Psicometria, em boa expressão sinonímica, como o é usada na Psicologia experimental, significa “registro, apreciação da atividade intelectual”, entretanto, nos trabalhos mediúnicos, esta palavra designa a faculdade de ler impressões e recordações ao contato de objetos comuns. (XEX 242).  Pois que a psicometria não passa de uma das modalidades da clarividência e a esta pertence, também, os seus enigmas. – Ernesto Bozzano – (XEV 112 / 115)
Para melhor facilidade de entendimento, lembramos ao prezado leitor de que há um fluido etéreo que ocupa completamente o espaço e penetra os corpos; este fluido é o éter ou matéria cósmica primitiva, geradora do mundo e dos seres.
Ao éter são inerentes as forças que presidiram às metamorfoses da matéria, as leis imutáveis e necessárias que regem o mundo. Estas formas múltiplas, indefinidamente variadas conforme as combinações da matéria, localizadas conforme as massas, diversificadas em seus modos de ação conforme as circunstâncias e os meios são conhecidos na Terra sob nomes de gravidade, coesão, afinidade, atração, magnetismo, eletricidade ativa; os movimentos vibratórios do agente são conhecidos sob os nomes de som, calor, luz, etc.
Em outros mundos elas se apresentam sob outros aspectos, apresentam outras características desconhecidas a esse, e na imensa amplidão dos céus, forças em número indefinido são desenvolvidas numa escala inimaginável.
Pode ser, pois, que em outros ambientes, o fluído cósmico tenha propriedades, tenha combinações de que não fazemos a mínima idéia, efeitos apropriados e necessidades que nos são desconhecidas, dando lugar a novas percepções ou a outros modos de percepção. – (XET 113 it 10) Oportuno mencionar, segundo apuramos, nos anais astrais (organização dos fluidos no tempo e espaço) estes se acumula às camadas por toda parte.
Conseguimos ler uma camada em vez da outra, seja por afinidade ou por força de vontade. Por assimilação, procedemos da mesma maneira como um homem que vai a uma biblioteca e que escolhe um livro entre os milhares que lá se encontra. As coisas mais maravilhosas têm sempre uma explicação tão simples, se possuirmos a chave do enigma. – (XLE 96) Acreditamos que esta ilustração amplia o entendimento, a sistematização e a percepção além dos objetos, tal qual nos moldes em que Ramatis, no livro O Sublime Peregrino, nos relata pormenorizadamente todos os acontecimentos ocorridos com o Mestre Jesus, desde o seu nascimento até a sua crucificação, ficaram vivamente gravados no Éter que impregna o Universo, ou Akasa, como é mais conhecido pelos orientais. (XLL 203.)
   Akasa é um estado muito mais sutil ainda do que a matéria cósmica, embora não seja o éter propriamente admitido pela ciência como um meio transmissivo. Nele se reflete e se grava qualquer ação ou fenômeno do mundo físico, e que mais tarde os bons psicometras podem lê-los graças a sua faculdade psíquica incomum. – (XLL 75 nota 1). É uma biblioteca de ações de cada alma, pensamentos e emoções que tiveram um lugar no planeta Terra e em outros sistemas planetários. Todos os eventos de pequeno ou grande porte são permanentemente gravados ou registrados na grade eletromagnética do planeta e do cosmos. As poderosas sensibilidades etéricas, as ondas luminosas disseminadas pelo Universo, o fluido Universal, enfim, sede da Criação, veículo da Vida, possui a prodigiosa capacidade de fotografar e arquivar em suas indescritíveis essências os acontecimentos desenrolados sob a luz do Sol, na Terra, ou pela vastidão do Infinito – (XLL 7 – nota 1)
Registros Akáshicos (Akasha é uma palavra em sânscrito (uma das mais antigas línguas clássicas da Índia) que significa "céu", "espaço" ou "éter"), segundo o hinduísmo (Religião atual da maioria dos povos da Índia) e diversas correntes místicas, são um conjunto de conhecimentos armazenados misticamente no éter, que abrange tudo o que ocorre, ocorreu e ocorrerá no Universo. Portanto, é possível, captarmos, aqui, no Espaço, as reminiscências e minúcias de todos os acontecimentos já ocorridos na Terra, desde a sua criação, bastando, para isso, o exercício da psicometria. (xLL 203:4)

Isto posto, diríamos que a psicometria, habilidade psíquica de descrever o curso de registros akáshicos e de certos objetos ou coisas através de vários donos e ambientes, fundamenta-se nos acontecimentos impressos no éter e no corpo etérico ou duplo etérico desses objetos.

MECANISMO DA PSICOMETRIA 

Expondo algumas anotações em torno da psicometria, considerada nos círculos medianímicos por faculdade de perceber o lado oculto do ambiente e de ler impressões e lembranças, ao contato de objetos e documentos, nos domínios da sensação a distância, não é demais traçar sintéticas observações acerca do pensamento, que varia de criatura para criatura, tanto quanto a expressão fisionômica e as marcas digitais.
Destacaremos, assim, que, em certos indivíduos, a onda mental a expandir-se, quando em regime de «circuito fechado», na atenção profunda, carreia consigo agentes de percepção avançada, com capacidade de transportar os sentidos vulgares para além do corpo físico, no estado natural de vigília.
O fluido nervoso ou força psíquica, a desarticular-se dos centros vitais, incorpora-se aos raios de energia mental exteriorizados, neles configurando o campo de percepção que se deseje plasmar, segundo a dileção da vontade, conferindo ao Espírito novos poderes sensoriais.
Ainda aqui, o fenômeno pode ser apreendido, guardando-se por base de observação as experiências do hipnotismo comum, nas quais o sensitivo muitas vezes pessoa em que a força nervosa está mais fracamente aderida ao carro fisiológico deixa escapar com facilidade essa mesma força, que passa de pronto, ao impacto espiritual do magnetizador.
O hipnotizado, na profundez da hipnose, pode, então, libertar a sensibilidade e a motricidade, transpondo às limitações conhecidas no cosmo físico.
Nestas ocorrências, sob a sugestão do magnetizador, o «sujet», com a energia mental de que dispõe, desassocia o fluido nervoso de certas regiões do veículo carnal, passando a registrar sensações fora do corpo denso, em local sugerido pelo hipnotizador, ou impede que a mesma força circule em certo membro - um dos braços, por exemplo -, que se faz praticamente insensível enquanto perdure a experiência, até que, ao toque positivo da vontade do magnetizador, ele mesmo reconduza o próprio pensamento revitalizante para o braço inerte, restituindo-lhe a energia psíquica temporariamente subtraída.

PSICOMETRIA E REFLEXO CONDICIONADO

 Nas pessoas dotadas de forte sensibilidade, basta o reflexo condicionado, por intermédio da oração ou da centralização de energia mental, para que, por si mesmas, desloquem mecanicamente a força nervosa correspondente a esse ou àquele centro vital do organismo fisiopsicossomático, entrando em relação com outros impérios vibratórios, dos quais extraem o material de suas observações psicométricas.
Aliás, é imperioso ponderar que semelhantes faculdades, plenamente evidenciadas nos portadores de sensibilidade mais extensamente extroversível, esboçam-se, de modo potencial, em todas as criaturas, através das sensações instintivas de simpatia ou antipatia com que se acolhem ou se repelem umas às outras, na permuta incessante de radiações.
Pela reflexão, cada Inteligência pressente, diante de outra, se está sendo defrontada por alguém favorável ou não à direção nobre ou deprimente que escolheu para a própria vida.

FUNÇÃO DO PSICÔMETRA

Clareando o assunto quanto possível, vamos encontrar no médium de psicometria a individualidade que consegue desarticular, de maneira automática, a força nervosa de certos núcleos, como, por exemplo, os da visão e da audição, transferindo-lhes a potencialidade para as próprias oscilações mentais.
Efetuada a transposição, temos a idéia de que o medianeiro possui olhos e ouvidos a distância do envoltório denso, acrescendo, muitas vezes, a circunstância de que tal sensitivo, por autodecisão, não apenas desassocia os agentes psíquicos dos núcleos aludidos, mas também opera o desdobramento do corpo espiritual, em processo rápido, acompanhando o mapa que se lhe traça às ações no espaço e no tempo, com o que obtém, sem maiores embaraços, o montante de impressões e informações para os fins que se tenha em vista.

INTERDEPENDÊNCIA DO MÉDIUM

Como em qualquer atividade coletiva entre os homens, é forçoso convir que médium algum possa agir a sós, no plano complexo da psicometria.
Igualmente, ai, o sensitivo está como peça interdependente no mecanismo da ação.
E como é fartamente compreensível, se os companheiros desencontrados ou encarnados da operação a realizar não guardam entre si os ascendentes da harmonização necessária, claro está que a onda mental do instrumento mediúnico somente em circunstâncias muito especiais não se deixará influenciar pelos elementos discordantes, invalidando-se, desse modo, qualquer possibilidade de êxito nos tentames empreendidos.
Nesse campo, as formas-pensamentos adquirem fundamental importância, porque todo objeto deliberadamente psicometrado já foi alvo de particularizada atenção.
Quem apresenta ao psicômetra um pertence de antepassados, na maioria das vezes já lhe invocou a memória e, com isso, quando não tenha atraído para o objeto o interesse afetivo, no Plano Espiritual, terá desenhado mentalmente os seus traços ou quadros alusivos as reminiscências de que disponha, estabelecendo, assim, recursos de indução para que às percepções ultra-sensoriais do médium se lhe coloquem no campo vibratório correspondente.

CASO DE DESAPARECIMENTO

Noutro aspecto, imaginemos que determinado objeto seja conduzido ao sensitivo para ser psicometrado, com vistas a certos objetivos.
Para clarear a asserção, suponhamos que uma pessoa acaba de desaparecer do quadro doméstico, sem deixar vestígio.
Buscas minuciosas são empreendidas sem resultado.
Lembra-se alguém de tomar-lhe um dos pertences de uso pessoal. Um lenço por exemplo.
A recordação é submetida a exame de um médium que reside à longa distância, sem que informe algum lhe seja prestado.
O médium recolhe-se e, a breve tempo, voltando da profunda introspecção a que se entregou, descreve, com minúcias, a fisionomia e o caráter do proprietário, reporta-se ao desaparecimento dele, explora sobre pequeninos incidentes em torno do caso em lide, esclarece que o dono desencarnou, de repente, e informa o local em que o cadáver permanece.
Verifica-se a exatidão de todas as notas e, comumente, atribui-se ao psicômetra a autoria integral da descoberta.
Entretanto, analisado o episódio do Plano Espiritual, outras facetas ele revela à visão do observador.
Desencarnado o amigo a que aludimos, afeição que ele possua na esfera extrafísica interessa-se em ajudá-lo, auxilio esse que os estende, naturalmente, à sua equipe doméstica. Pensamentos agoniados daqueles que ficaram e pensamentos ansiosos dos que residem na vanguarda do Espírito entrecruzam-se na procura movimentada.
Alguém sugere a remessa do lenço para investigações psicométricas e a solução aparece coroada de êxito.
Os encarnados vêem habitualmente apenas o sensitivo que entrou em função, mas se esquecem, não raro, das Inteligências desencarnadas que se lhe incorporam à onda mental, fornecendo-lhe todos os avisos e instruções, atinentes ao feito.

AGENTES INDUZIDOS

Todos os objetos e ambientes psicometrados  são, quase sempre, francos mediadores entre a esfera física e a esfera extrafísica, à maneira de agentes fortemente induzidos, estabelecendo fatores de telementação entre os dois planos.
Nada difícil, portanto, entender que, ainda aí prevalece o problema do merecimento e da companhia.
Se o consulente e o experimentador não se revestem de qualidades morais respeitáveis para o encontro do melhor a obter, podem carrear à presença dos sensitivos elementos desencarnados menos afins com a tarefa superior a que se propõem, e, se o intermediário humano não está espiritualmente seguro, a consulta ou a experiência resulta em fracasso perfeitamente compreensível.
Nossas anotações, demonstrando o extenso campo da influenciação dos desencarnados, em todas as ocorrências da psicometria, não excluem, como é natural, o reconhecimento de que a matéria assinala sistemas de vibrações, criados pelos contatos com os homens e com os seres inferiores da Natureza, possibilitando as observações inabituais das pessoas dotadas de poderes sensoriais mais profundos, como por exemplo, na visão, através de corpos Opacos, na clarividência e na Clariaudiência telementadas, na apreensão críptica da sensibilidade e nos diversos recursos radiestésicos que se filiam notadamente aos chamados fenômenos de telestesia.
(1)       Aurélio ensina ser frenologia a teoria que estuda o caráter e as funções intelectuais humanas, baseando-se na conformação do crânio.

Fontes: A Gênese – Mecanismos da Mediunidade > F C Xavier / André Luiz > FEB  –   Nos Domínios da Mediunidade –  O Evangelho das Recordações – O Sublime Peregrino –  Web